A artilharia da política nacional está voltada para Michel #Temer - e quarta-feira, dia 17, demorará a ser esquecida pelo atual presidente da Repúblico. Isso porque veio a público uma bombástica delação de Joesley Batista, empresário e dono da #JBS, que garantiu que o peemedebista ofereceu propina para a compra do "silêncio" de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados cassado no ano passado por corrupção.

A partir do conhecimento público do caso, muitas especulações estão sendo feitas em torno do futuro do presidente Temer. Mas ele segue confiante na continuidade do cargo, embora a oposição já até tenha protocolado na Câmara um novo pedido de impeachment.

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Segundo a comentarista de política do canal GloboNews, Natuza Nery, Temer repetiu insistentemente a interlocutores, na manhã desta quinta-feira, a seguinte frase: "Não vou cair".

Coincidência ou não, sua antecessora e ex-companheira de chapa, Dilma Rousseff, também fez uso da mesma frase na época em que o seu processo de impeachment já tramitava no Congresso Nacional. Dilma, de fato, caiu. Teve o impedimento consumado dentro do Senado Federal em agosto de 2016 e desde então Michel Temer assumiu a condição de presidente da República.

Em sua defesa, Temer soltou nota oficial ainda na noite de quarta-feira, onde admitiu que teve um encontro com o representante da empresa JBS, mas negou veementemente todas as acusações feitas. Batista, o delator, revelou que gravou o presidente em uma reunião ainda em março, mas as gravações ainda não são de conhecimento público, o que pode ocorrer ainda nesta quinta.

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Michel Temer, que deve se pronunciar em cadeia nacional nas próximas horas, virou formalmente investigado dentro da Operação Lava-Jato. Através de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República, PGR, o Supremo Tribunal Federal, por meio do ministro Edson Fachin, autorizou a abertura de inquérito para investigar a conduta do presidente nesse caso.

De acordo com o que diz a Constituição Federal, o presidente da República só pode ser investigado por eventuais atos cometidos no exercício de sua função pública e com autorização do STF. Como as gravações apontadas pelo empresário da JBS remetem a março deste ano, período em que Temer já era o presidente do Brasil, a investigação pode proceder normalmente a partir de agora. Após o impeachment de Dilma Rousseff, Michel Temer assumiu o cargo ainda em agosto de 2016.