Bombardeado por todos os lados e com a eminente cassação de sua chapa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no julgamento a ser realizado dia 6 de junho, Michel Temer já tem seu substituto sendo cogitado tanto pela oposição como por aliados da situação. Cambaleando desde a quarta-feira (17) da última semana, quando estourou a informação sobre a delação dos donos da JBS, o peemedebista se agarra como pode aos poucos dias que lhe restam à frente do Planalto. Mesmo assim, alguns nomes já começam a pipocar pela imprensa como possíveis substitutos de Temer após uma possível eleição indireta pelo Congresso.

Caso se confirme mesmo a esperada queda de Michel Temer, a Constituição Federal prevê eleições indiretas dentro do prazo máximo de 30 dias.

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A oposição tenta fazer força nas ruas para que seja aprovada uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata sobre a convocação de eleições diretas caso o cargo de presidente da República fique vago.

Se o rito constitucional momentâneo for mantido, o Congresso Nacional deverá convocar eleições indiretas para eleger um novo presidente tampão, como já é o caso de Michel Temer, para levar o mandato até o fim de 2018, quando então assumiria o cargo um presidente eleito por voto direto nas eleições do próximo ano.

Alguns nomes já começa a ser especulados por diversos setores da sociedade. Curiosamente, poucos ligados diretamente à cargos eletivos, como deputados e senadores, por exemplo. As regras para os possíveis candidatos não são claras. Em termos normais, um candidato precisa ser filiado a um partido e o afastamento prévio de cargos pelo menos seis meses antes da eleição.

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Segundo o professor de direito da PUC-Rio e advogado do BMA, José Guilherme Berman, em entrevista à BBC Brasil, essas regras podem ser flexibilizadas.

Veja alguns nomes que são especulados como possíveis presidenciáveis

Henrique Meirelles

O atual ministro da Fazenda de Michel Temer foi presidente do Banco Central durante todo o governo Lula, o que mostra um bom trâmite com PMDB, PT e PSDB, a base de sustentação da política brasileira. É bem quisto no mercado porque aparentaria um aceno para a continuidade das reformas. Contra si aponta a proximidade com o grupo JBS e um citação em uma possível delação premiada de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Nelson Jobim

Também com boa aceitação por PMDB, PT e PSDB, Jobim foi ministro de FHC, Lula e Dilma, além de ter sido presidente do Supremo Tribunal Federal. Contra Jobim aparece o fato de ter defendido acusados pela Lava Jato. Porém, já declarou que não pensa em se candidatar caso Temer caia.

Pedro Parente

Atual presidente da Petrobras, é um nome bem quisto por parte do mercado.

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Considerado bom gestor, fez as ações da Petrobras subir 60% em sua gestão após as fortes quedas no início da Lava Jato. Parente foi ministro da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso e chefiou a equipe de transição para o governo Lula. Diferente dos dois citados, não teria o nome tão bem recebido pelos políticos de esquerda.

Cármen Lúcia

A atual presidente do Supremo Tribunal Federal talvez seja atualmente o nome que mais tenha apoio por parte da sociedade civil. A ministra do STF já afirmou semana passada que não tem intenção de se candidatar, pois quer continuar em suas funções como juíza.

Rodrigo Maia

Para não deixar de fora todo e qualquer nome ligado ao Parlamento, a figura de Rodrigo Maia é cogitada por alguns, mas com pequeníssima força. O deputado é visto como uma solução interna, mas possui forte rejeição de parlamentares da oposição e por meio da sociedade civil. Vale lembrar que o presidente da Câmara é investigado na Lava Jato. #Dentro da política