A delação do casal Mônica Moura e João Santana é uma das notícias mais faladas dos últimos tempos.

O casal de marqueteiros fez as campanhas presidenciais de Lula, em 2006, e Dilma, de 2010 e 2014.

Os réus deram depoimento alegando que a ex-presidente Dilma Rousseff havia feito um Gmail apenas para se comunicar com ambos, a fim de saber dos detalhes a respeito da operação Lava Jato.

Veja o depoimento completo de Mônica Moura:

Boato?

Recentemente, muitos jornais têm noticiado que Mônica Moura teria forjado provas, informando que Mônica teria feito alguma montagem no computador, a fim de ser beneficiada por acordo de delação premiada.

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Assim, alguns blogs pró-Dilma e Partidos dos Trabalhadores, ao que tudo indica, teriam começado a noticiar que Mônica teria "forjado provas".

Entretanto, antes de qualquer coisa, há uma Ata Notarial, exarada pelo 1° Tabelionato de Notas de Curitiba, denominado Giovanneti, situado no Centro de Curitiba, Paraná, que diz o contrário.

Segundo o documento, que tem fé pública, o e-mail realmente existiu. Contudo, algumas perguntas sobre o tipo de e-mail e as datas nele constantes trouxeram dúvidas aos internautas. Mas, no que parece, a prova foi produzida em 2016.

Dados ausentes

No entanto, a pergunta que não quer calar é: de quem seria o usuário? Afinal de contas, qualquer pessoa pode criar quantas contas quiser no Gmail.

Ao cartório incumbe tão somente avalizar a questão de que o e-mail acessado existia e tinha um usuário e senha.

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Porém, quem criou o e-mail? Essa é uma questão que apenas a Polícia Federal poderá resolver fazendo uma intensa investigação no endereço virtual (IP) para chegar ao computador da pessoa que possa ter criado e acessado o e-mail.

Afinal de contas outras pessoas podem ter tido acesso ao e-mail, especialmente em vista de ataques cibernéticos que comumente são vistos, inclusive contra autoridades ou pessoas públicas, como por exemplo, o caso das conversas e fotos vazadas da Primeira-Dama Marcela Temer, no início do de 2017.

Incumbe, portanto, ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e às autoridades policiais realizarem uma investigação sobre o caso, até porque, pela Constituição, o documento tem fé pública, até que se prove o contrário.

Ademais, o documento por si só é capaz tão somente de demonstrar que o e-mail existe, mas não que as alegações de Mônica Moura sobre ele são verídicas.

E, mesmo assim, há que se perguntar: o que tem de mais se Dilma realmente criou o e-mail e fez a retórica pergunta sobre a Lava Jato?

Essa é uma resposta que deve ser de curiosidade de diversos públicos, pessoas famosas e, claro, da população: "como vai a Lava Jato?". #Política #MônicaMoura #Dilma Rousseff