As investigações da Operação Lava-Jato não se cessaram em relação ao ex-ministro petista, José Dirceu. Apesar da soltura do réu, condenado no âmbito da maior operação de combate à corrupção de que se tem notícia na história do país, os desdobramentos das apurações apontam para novas suspeitas em relação ao ex-ministro e ex-homem-forte durante o governo do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A Operação Lava-Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (#STF) revogou a prisão preventiva de José Dirceu, dada pelo juiz Moro e colocou o ex-ministro em liberdade, porém, com o uso de tornozeleira eletrônica.

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Foram três votos favoráveis na Segunda Turma da Corte pela libertação do réu, dos ministros: Antônio Dias Toffolli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Já os votos vencidos foram do relator da Lava-Jato no Supremo, Luiz Edson Fachin e do ministro decano Celso de Mello.

Nova suspeita contra José Dirceu

A Operação Lava-Jato investiga se o ex-ministro José Dirceu se utilizou do mesmo "laranja", que serviu a outros delatores da força-tarefa. De acordo com os desdobramentos das investigações, Dirceu, o ex-diretor de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco e o ex-gerente da estatal, Edison Krummenauer, são suspeitos de fazer usodo mesmo esquema para a abertura de paraísos fiscais. Documentos que foram entregues pelos dois ex-diretores da estatal dão conta de que tanto eles quanto Dirceu, possuíam o mesmo "laranja", indicado pelo escritório da empresa Morgan&Morgan.

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O que mais intrigou os procuradores é que a empresa mencionada, também efetuou registro sede da empresa de José Dirceu no Panamá. O objetivo, segundo os investigadores, era fazer a abertura de offshores que fossem utilizadas para o recebimento de propinas.

Um morador de um bairro considerado de classe média no Panamá, José Eugênio da Silva Ritter, é a figura "chave" e a grande ligação dos alvos da Lava-Jato. José Eugênio é funcionário do Morgan&Morgan. Ele foi ainda responsável pelo controle de uma offshore sócia, em se tratando de um hotel em Brasília, que por muito pouco, acabou não contratando o ex-ministro José Dirceu, durante a época em que o petista era investigado no escândalo do "Mensalão", que era a compra de votos de parlamentares, durante o governo do ex-presidente Lula. As investigações remontam que uma das empresas filiais da JD Assessoria ,de José Dirceu, utilizada para o recebimento de propinas, chegou a ser registrada no país da América Central, no mesmo endereço da Morgan$Morgan. A defesa de José Dirceu nega que sua empresa JD Assessoria tivesse operado no Panamá e que sua constituição teria sido realizada somente no papel. #Lava Jato