Se as eleições fossem hoje, Lula seria eleito presidente do Brasil pela terceira vez em quase todos os cenários pesquisados pelo DataFolha e divulgados neste domingo (30). Uma das exceções seria a disputa com o juiz federal Sérgio Moro no segundo turno. O resultado preocupa petistas, porque dá mostras de que a maioria da população está ao lado de Moro no "embate" contra #Lula.

O ex-deputado Roberto Jefferson comentou sobre isso no Twitter. Ele foi o homem que denunciou o esquema do "Mensalão", em 2005,

Moro na frente

Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), lidera todos os cenários do primeiro turno em que o seu nome parece como um dos candidatos e mostra que mesmo com os desdobramentos das investigações que envolvem o seu nome, segue como nome forte da política nacional.

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Responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato em primeira instância, o juiz Sérgio Moro aparece em apenas um cenário do DataFolha, o de confronto contra Lula em um hipotético segundo turno.

Moro aparece com 42%, contra 40% do ex-presidente. A vantagem do juiz é apenas numérica, porque pela margem de erro de 2% para mais ou para menos há um empate técnico entre os dois.

Apesar de o resultado animar quem apoia o serviço de Sérgio Moro, o juiz federal em nenhum momento cogita se candidatar a um cargo público. Ele quer continuar julgando os processos da Operação da Lava Jato e mandando políticos corruptos para a cadeia.

Além de Moro, Marina Silva (Rede) também ameaça Lula no segundo tempo. De acordo com o levantamento do instituto de pesquisa, Maria teria 41% dos votos, contra 38% de Lula.

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Em dezembro de 2015, a ex-senadora tinha 52%, enquanto o ex-presidente aparecia com 31%.

A diferença entre os pré-candidatos caiu 18% nos últimos 15 meses.

Encontro marcado

Embora Lula e Sérgio Moro não devam se encontrar nas eleições, concorrendo ao mesmo cargo, um encontro entre os dois está marcado para o próximo dia de 10 de maio, quando o ex-presidente será ouvido pelo juiz federal em Curitiba, no Paraná.

Lula é réu em cinco processos, três deles da Lava Jato, cujo julgamento é feito por Moro a partir da capital paranaense. Inicialmente, o depoimento do ex-presidente estava marcado para a próxima quarta-feira (3), mas foi adiado.

O pedido para o adiamento partiu da Polícia Federal, que temia pela segurança dos moradores da cidade. Organizações sociais e sindicatos planejavam organizar caravanas até Curitiba para apoiar Lula.

Se por um lado, o ex-presidente tem apoio maciço, por outro tem quem o critique e torça pela sua prisão, por isso no dia da oitiva movimentações contrárias ao político do Partido dos Trabalhadores devem acontece na capital do Paraná. #Eleições 2018 #Sergio Moro