Herman Benjamin, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e relator do processo que julga a chapa Dilma-#Temer, liberou nesta segunda-feira, 15, os recursos e agora o julgamento já pode ser marcado por Gilmar Mendes, presidente do órgão e ministro do STF. A tendência é que a data seja conhecida na semana que vem.

Sete ministros do TSE votam a matéria e se caso derem parecer favorável à cassação da chapa, inicia-se uma longa batalha jurídica. No entanto, o presidente poderá recorrer da decisão e já afirmar que o fará no STF. A partir daí, não há prazo para que esse recurso seja julgado.

A questão envolve tantos desdobramentos jurídicos que muitos especialistas acreditam que nem TSE nem STF podem determinar a imediata saída de Temer - até que todos os recursos sejam julgados.

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Se o TSE determinar a cassação, os advogados do peemedebista podem pedir ao STF o chamado "efeito suspensivo" até que o Supremo julgue o caso.

Como não há prazo fixado para o STF julgar a matéria, é bem possível que o presidente conclua o seu mandato mesmo que seja condenado. Michel Temer conclui sua gestão no final de 2018 e passa o bastão em janeiro seguinte. Mas caso o Supremo mantenha a cassação neste período, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assume a presidência e convoca eleições indiretas, com voto de senadores e deputados federais.