Wagner Jordão Garcia foi operador do esquema corrupto do ex-governador Sérgio #cabral. Garcia era assessor da secretaria estadual de Obras do #Rio de Janeiro e respeitava as ordens do ex-secretário Hudson Braga. Nesta quinta-feira, Garcia esteve diante do juiz Marcelo Bretas, da 7° Vara Federal Criminal. Na audiência, ele se mostrou aflito, e chorando pediu perdão ao juiz pelas suas irregularidades. Uma de sua súplicas era que o juiz pudesse autorizar a sua #Prisão domiciliar. Ele está preso desde novembro do ano passado através da Operação Calicute. Um dos problemas que ele revelou é não aguentar conviver com baratas e ratos.

Garcia é acusado de receber propina e repassar para Hudson Braga.

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Ele admitiu seus erros e reclamou que sua vida não está fácil lá no Complexo Penitenciário de Gericinó.

"Aqui tem rato todos os dias, baratas não faltam e faço de tudo para conseguir a prisão domiciliar. Peço perdão ao povo do Rio de Janeiro", disse ele aos prantos.

O juiz disse que a solicitação de Garcia deve ser feita pela seus advogados. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o ex-assessor retirava das empresas 1% do valor do contrato. Essa taxa corrupta era chamada de "taxa de oxigênio".

Na próxima quarta-feira (10), a ex-primeira dama, Adriana Ancelmo, também estará dando explicações ao juiz Marcelo Bretas.

Lava Jato

A força tarefa da Operação Lava Jato, no Rio, conseguiu descobrir conversas entre o ex-secretário de Saúde do governo Cabral, Sérgio Côrtes e do empresário Miguel Iskin.

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O diálogo entre eles mostra um acordo para que suas versões sejam apresentadas em sintonia ao Ministério Público Federal.

Eles foram denunciados por obstrução à Justiça.

Numa das mensagens de Cortes para Iskin foi destacado o seguinte assunto: "Você pode negociar algo ligado à campanha, assim ficaríamos pouco tempo presos e continuaríamos com nossas putarias".

Eles são acusados de tentar influenciar o acordo de colaboração do ex-subsecretário executivo da Saúde, Cesar Romero.

Operação Fatura Exposta

A Operação Fatura Exposta visa investigar e apurar crimes cometidos por Sérgio Cabral e seus operadores na área da Saúde. Conforme as investigações, eles teriam fraudados licitações no Estado comandando um esquema gigantesco de distribuidoras e fornecedoras de serviços.

O Rio de Janeiro vive nessa calamidade de hoje em decorrência de toda essa corrupção que se alastrou pelo Estado.