A grave crise política que permeia a realidade brasileira trouxe à tona um novo capítulo nesta quinta-feira (25). Um grupo de parlamentares, principalmente senadores de partidos contrários ao governo do presidente da República, #Michel Temer, solicitou audiência junto à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. O encontro da ministra Cármen Lúcia com senadores de partidos como o PT, PCdoB e Rede Sustentabilidade tive como propósito por parte dos reclamantes, relatar sobre a ação apresentada à mais alta Corte brasileira, contra o presidente Michel Temer, em relação ao decreto presidencial de "Garantia da Lei e da Ordem", para a utilização das Forças Armadas.

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Dentre os senadores participantes da reunião com a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, estavam Lindbergh Farias (PT-RJ), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), João Capiberibe (PSB-AP) e o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ).

Respeito à Constituição Federal

Durante a realização do encontro no Supremo Tribunal Federal (#STF), em Brasília, os parlamentares de oposição ao governo do presidente Temer, tiveram conhecimento de que o mandatário do país havia revogado o decreto em relação ao uso das Forças Armadas. Após a notificação de revogação do decreto presidencial, os parlamentares oposicionistas abordaram temas com referência à grave crise política enfrentada pelo país, já que muitos deles defendem a realização de "diretas já", ou seja, novas eleições, já neste ano de 2017.

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A presidente do Supremo foi contundente em esclarecer que o Judiciário não é um espaço político, mas sim "uma Casa em que se aplica o direito", resumiu. A ministra Cármen Lúcia afirmou ainda que o Supremo Tribunal Federal sempre está aberto ao Legislativo e também à sociedade brasileira.

Entretanto, Cármen Lúcia foi enfática ao afirmar que é extremamente importante que todos ajam com prudência e racionalidade, pois, "ou o Brasil se salva com a Constituição, ou vamos ter mais problemas", ressaltou a magistrada. A presidente do Supremo se referiu ainda à angústia e sofrimento do cidadão brasileiro, que se encontra alarmado com a situação do país. A magistrada concluiu que os agentes públicos possuem responsabilidade para com o cidadão e que "se não se acreditar mais nas instituições do país, poderemos, aí sim, ter crises institucionais sérias". #CármenLúcia