A oposição já dá quase que como certa a queda de Michel Temer, seja por um impeachment no Congresso ou, mais provável, pela cassação da chapa no julgamento no Tribunal Superior Eleitoral no dia 6 de junho. Por essa razão, já levam as ruas e para dentro das casas legislativas os gritos pedindo eleições diretas. Porém, deixam uma carta na manga para uma possível eleição indireta.

A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) afirma que as eleições diretas seriam a melhor opção, porém que só será possível com mobilização popular. Segundo disse, seu partido vai defender até o último momento eleições diretas, mas não será pego de surpresa caso venha a ocorrer eleição indireta.

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A deputada afirma que o PCdoB tem "convicção" de como agir.

Já o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) acha que uma eleição indireta corre o risco de rachar a oposição, pois muitos partidos não iriam apoiar um candidato petista, por exemplo, maior partido opositor a Temer e que deve lançar candidato. O senador compartilha da ideia do companheiro de Casa Legislativa Cristovam Buarque (PPS-DF), que defende que nenhum parlamentar deveria se candidatar em uma possível eleição indireta. Randolfe cogita nomes como Ayres Britto e Joaquim Barbosa, ambos ex-ministros do STF, como possíveis candidatos. #Dentro da política