Assim como o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o Presidente do Brasil Michel Temer, acaba de ser ameaçado de impeachment.

Após uma gravação na qual Temer teria oferecido propina ao ex-deputado Eduardo Cunha para que não fizasse delação premiada, feita por Joesley Batista, empresário e um dos principais acionistas da JBS (empresa goiana do mercado alimentício, mais especificamente carnes bovinas, suínas e de frango), a situação do Presidente parece não ter solução.

De acordo com a reportagem do jornal O Globo, o empresário teria gravado uma conversa com Temer, com um gravador escondido no bolso, cujo assunto seria evitar que #Eduardo Cunha fizesse a delação premiada.

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A reportagem serviu para agitar políticos de oposição ao atual governo, como o Senador Lindbergh Farias, do Partido dos Trabalhadores, e o Deputado Alexandre Molon, da Rede. Ambos estudam de imediato um pedido de impeachment. O senador Ronaldo Caiado é a favor da renúncia de Temer.

Outro político do PSDB está envolvido no escândalo: o senador Aécio Neves, que chegou a disputar com Dilma Rousseff a presidência. Apesar das possíveis provas, #Michel Temer nega veementemente a acusação, que jamais teria oferecido propina a Eduardo Cunha em troca de silêncio.

No caso de Impeachment ou renúncia

Caso Temer sofra o impeachment, ou mesmo renuncie, o Artigo 81 da Constituição Federal de 88, parágrafo 1º, determina que "Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei."

No caso específico, não seria possível eleições diretas, caso Temer tenha que deixar o cargo presidencial.

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Seguindo a Constituição, a linha sucessória manda que o cargo de presidente seja ocupado pelo presidente da Câmara dos Deputados, o deputado federal Rodrigo Maia, que também é um dos suspeitos de envolvimento na Operação Lava Jato. Maia teria feito acordos com o empreiteiro Léo Pinheiro, do Grupo OAS, relativos a doações eleitorais, e também é acusado de ter recebido propina num valor de 600 mil reais da Odebrecht.

Inexplicável também é o fato de Rodrigo Maia ter nascido em Santiago do Chile, portanto não sendo brasileiro nato, não poderia ocupar o cargo de Presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo a Constituição da República Federativa do Brasil, Artigo 12, parágrafo 3º:

"São privativos de brasileiro nato os cargos:

I - de Presidente e Vice-Presidente da República;

II - de Presidente da Câmara dos Deputados".

Caso Maia fique impedido de assumir o cargo, este iria para o senador Eunício Oliveira, cujo nome também foi citado na Lava Jato.

Enfim, a situação política do Brasil nunca esteve tão complicada e difícil de se reverter. #Joesley Batista