A OAB (Ordem dos Advogados do #Brasil) entregou, nesta quinta-feira (25), na Câmara dos Deputados o pedido de impeachment do presidente da República, Michel Temer. O requerimento também pede que Temer fique pelo menos por oito anos sem poder concorrer às eleições ou ocupar cargos públicos. A Presidência da República não quis comentar o pedido feito pela OAB.

Em uma nota, a entidade divulgou que o pedido de impeachment tem como base a delação premiada que foi concedida para alguns empresários da J&F como parâmetro para indicar que Michel Temer cometeu crime de responsabilidade e infringiu o decoro do cargo de presidente. Com embasamento no que foi relatado pelos executivos da empresa, o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), aprovou a abertura de inquérito para investigar o presidente da República.

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Temer negou veemente em diversas notas e entrevistas todas as acusações feitas contra ele e também fala que não cometeu nenhum dos crimes que vem sendo acusado, que em nenhum momento concedeu qualquer tipo de benefício a empresa que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Outros pedidos de impeachment contra Temer

Fora o pedido de impeachment feita pela OAB, tem mais 16 pedidos de afastamento contra Temer que foram protocoladas no Congresso Nacional. Destes pedidos, 13 foram apresentados na semana passada, logo após vir a público a delação premiada concedida aos donos da holding J&F, que controla a JBS e outras empresas.

As delações atingem principalmente o presidente e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi afastado do cargo por decisão do STF.

Gravação

O acordo de delação premiada dos empresários foi concedido após Joesley entregar uma conversa que ele gravou com Temer.

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O conteúdo desta gravação tem relatos em que o presidente teria cometido crimes de obstrução da Justiça.

O empresário fez a gravação da conversa com um gravador escondido durante uma reunião com o presidente realizada no dia 27 de março à noite. O encontro aconteceu no Palácio do Jaburu, residência oficial onde Temer mora em Brasília.

O áudio também dá a impressão, segundo os investigadores da Operação Lava Jato, que o empresário Joesley Batista recebeu aval de Temer para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso. Segundo os advogados do presidente, o áudio foi modificado e pediram imediata suspensão do inquérito no STF. #lavajato #Corrupção