As notícias nesta quarta-feira à noite (17) sobre a delação premiada da JBS (empresa responsável pelas marcas Friboi, Seara e Big Frango) causaram reação imediata entre os políticos e também nas ruas. O jornal "O Globo" revelou que Joesley Batista, um dos donos da JBS, gravou conversas com o presidente Michel #Temer e com o senador Aécio Neves.

Segundo o jornal, as gravações demonstram que Temer aprovou o pagamento de uma mesada para o deputado cassado Eduardo Cunha, preso pela operação Lava-Jato. O objetivo seria evitar uma possível delação de Cunha. Já o senador Aécio Neves teria sido flagrado pedindo ao empresário R$ 2 milhões.

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O dinheiro seria para pagar a defesa do senador na Lava-Jato.

Manifestantes exigem a saída do presidente

Em Brasília, manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto. Os participantes tinham a intenção de fazer uma "vigília" no local e fizeram um panelaço. O grupo gritava contra Temer e a favor de Dilma Rousseff, além de pedir eleições diretas.

Uma pessoa foi detida por tentar invadir a área privativa da residência presidencial. A Polícia Militar chegou a utilizar spray de pimenta para dispersar o grupo. Na Praça dos 3 poderes, outro grupo queimou pneus.

Em São Paulo, os principais protestos se concentraram na Avenida Paulista e foram comandados pela Frente Povo Sem Medo e pelo líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos. No Rio de Janeiro, foram realizados buzinaços e panelaços em alguns bairros.

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Também foram ouvidos gritos de "Fora Temer".

Opositores pedem impeachment e aliado defende renúncia

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) protocolou um pedido de abertura de processo de impeachment contra Temer, afirmando que o presidente cometeu crime de responsabilidade. Outro pedido foi protocolado pelo deputado JHC (PSB-AL), que alegou "total ausência de condições mínimas para liderar o país."

Reconhecendo a gravidade da situação, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que faz parte da base aliada, divulgou nota defendendo que Temer renuncie ao cargo e sejam realizadas eleições diretas. Segundo ele, não se pode "deixar o Brasil mergulhar no imponderável".

De acordo com a legislação atual, caso Temer saia do cargo, haverá eleições indiretas. A oposição pretende atuar para aprovar uma proposta de emenda à Constituição que permita a realização de eleições diretas caso a presidência da República fique vaga até seis meses antes do fim do mandato. #manifestações #DelacoesdaJBS