O empresário Joesley Batista, dono da empresa JBS, maior processadora de carne do mundo, gravou conversa com o presidente Michel Temer, (PMDB), dentro do Palácio do Jaburu, no dia 7 de março deste ano.

Esse material foi entregue durante delação premiada do empresário, seu irmão, também dono da JBS, e mais cinco diretores da empresa, que delataram diversos casos de favorecimentos a empresa, em troca de propinas suntuosas oferecidas a políticos.

Nesta gravação, o dono do grupo JBS relata ao presidente que estaria pagando uma mesada, ou “cala a boca”, como eles chamaram, ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, (PMDB, RJ), que foi preso pela Operação Lava Jato, e Lúcio Funaro.

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Nesta gravação, o presidente responde a isso pedindo que o esquema continuasse, porque Cunha e Funaro saberiam de casos de #Corrupção envolvendo políticos aliados do atual governo.

Tanto Eduardo Cunha quanto Funaro já usaram de Influência e métodos escusos para ajudar nos interesses da empresa de Joesley.

Desde que a noticia foi divulgada na mídia, através de matéria exclusiva do jornal “O Globo”, a situação do governo ficou muito delicada e os opositores já falam em impeachment, caso o presidente não renuncie.

Na tarde desta quinta-feira, dia 18 de maio, foram homologadas as delações, pelo Supremo Tribunal Federal, e o ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, autorizou que seja aberto inquérito para investigar a conduta do presidente.

#Michel Temer veio a público e fez um pronunciamento em rede nacional em que afirma que sabe da correção de seus atos políticos e que jamais incentivou esquema de propina para compra de silencio de quem quer que seja.

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Afirmou que irá provar ao Supremo não ter nenhum envolvimento com os fatos apresentados e que jamais renunciará. Falou que exigirá uma rápida e plena investigação, para que todos os fatos sejam esclarecidos a população brasileira e que essa situação de desconfiança e dubiedade não pode se sustentar por muito tempo. Disse que não teria porque temer nenhuma delação, pois não teria nada a esconder, e que jamais autorizou que usassem seu nome para qualquer esquema.

“Em momento algum pedi pagamento para qualquer um, nem comprou silêncio de quem quer que seja”, completou o presidente.

O presidente solicitou os documentos e materiais entregues ao ministro pelos delatores, mas ainda não conseguiu ter acesso aos mesmos.

Ouça o áudio que veio a mídia pela Revista” Veja”:

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