Uma operação da Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (23), ao todo dez pessoas que teriam participado da operação que investiga propina, fraudes e licitações nas obras do Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Era um esquema de #Corrupção que envolveu a reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014.

Entre os presos, estão dois ex-governadores do Distrito Federal - José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT). T. Segundo o Ministério Público, Arruda teria fraudando licitações para beneficiar duas empreiteiras, Andrade Gutierrez e a Via Engenharia. Já Agnelo Queiroz seria responsável por retirar possíveis obstáculos à obra na agência de desenvolvimento do Distrito Federal, a Terracap, que teve o prejuízo de mais de R$ 1 bilhão.

Publicidade
Publicidade

As reformas do Estádio Mané Garrincha foram estimadas inicialmente em R$ 690 milhões, mas acabaram custando R$ 1,5 bilhão, com superfaturamento estimado em mais de R$ 900 milhões. A Polícia Federal também prendeu Tadeu Filipelli, ex-vice-governador do Distrito Federal e atual assessor do presidente Michel #Temer. Segundo as investigações, ele repassou dinheiro desviado para o PMDB entre 2013 e 2014.

Segundo o Palácio do Planalto, Filipelli foi exonerado do cargo na manhã desta terça-feira. A operação Panatenaico foi iniciada a partir da #Delação premiada de executivos da construtora Andrade Gutierrez.

Além da prisão temporária, a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 26 milhões em bens dos dois governadores e de Filipelli. A operação desta terça-feira preocupou o Palácio do Planalto.

Publicidade

O ex-governador José Roberto Arruda afirmou ser inocente e que não houve gastos com dinheiro público na reforma do estádio durante o seu governo.

Os advogados de Agnelo Queiroz informaram que estão analisando o inquérito para tomar as providências judiciais, mas negaram as informações dadas pelos relatórios. A defesa de Tadeu Filippelli afirmou que estuda pedir a revogação da prisão do agora ex-assessor de Temer. A Andrade Gutierrez afirmou que está colaborando com as Investigações.

Também nesta terça, o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), ligado ao presidente Michel Temer, entregou à Polícia Federal em São Paulo uma mala de dinheiro que recebeu do diretor da JBS Ricardo Saud.

Loures foi filmado recebendo a mala de dinheiro em um restaurante em São Paulo, que teria em seu interior, segundo dono da JBS, Joesley Batista, R$ 500 mil, mas o documento da Polícia Federal informou um valor menor: R$ 465 mil, R$ 35 mil a menos do que o relatado pelos delatores.