Não tá fácil para ninguém. A Polícia Federal bateu, nesta sexta-feira (12), na casa da apresentadora Ticiana Villas Boas, do SBT. Ela fez a condução de um programa de bolos na emissora de Silvio Santos, o Bake Off Brasil. Ticiane é casada com Joesley Batista, um dos donos da JBS, marca que administra diversas outras empresas de carne, como Swift, Seara, Maturatta e #Friboi, recentemente envolvida no escândalo da carne.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a operação foi batizada de Bullish e tem o intuito de desvendar os mistérios de uma fraude bilionária.

Investimentos e ajuda do governo seriam irregulares

A Polícia Federal foi à casa de Joesley, que mora com Ticiana, em busca de possíveis provas contra ele.

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Os agentes tinham em suas mãos um mandado de busca e apreensão. Portanto, tudo o que fosse achado estranho poderia ser levado por eles, para mais tarde passar por perícia.

É comum, nesses casos, que os agentes levem consigo computados e tabletes. A operação da Polícia Federal tenta encontrar quem teria sido o responsável por uma fraude que envolveu o Banco Nacional do Desenvolvimento, o BNDES, e uma se suas subsidiárias de concessão de crédito, a BNDESPar. A subsidiária do banco teria liberado financiamento irregulares para uma empresa da propriedade do marido de Ticiana.

De acordo com informações do site RD1 Notícias, a ajuda foi para uma companhia de proteína animal. O empresário não estava em casa, quando os agentes bateram em sua porta. Ele, segundo o RD1, está em viagem ao exterior.

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Além da Friboi, outras marcas famosas são administradas pela mesma JBS, de Joesley. Realizados a partir de junho de 2007, segundo a Polícia Federal, os aportes tinham como objetivo a aquisição de empresas também do ramo de frigoríficos no valor total de R$ 8,1 bilhões.

Provas para fraude bilionária ser comprovada

Com o tempo e a perícia, a polícia quer entender como a Friboi ganhou tanto dinheiro e cresceu tanto no mercado em poucos anos. O crescimento expressivo, acreditam os agentes, pode envolver uma fraude bilionária, que acabou tendo o incentivo do próprio governo brasileiro, através do banco público já citado e sua subsidiária.

Além do sócio da Friboi, um responsável pelo BNDES, que concedeu o aporte grande de dinheiro, também é investigado. Luciano Coutinho era presidente da estatal no ano em que o aporte foi realizado. Ele também não estava no Brasil quando a polícia foi à sua casa. #TicianeVillasBoas #Corrupção