O presidente Michel Temer é acusado de dar aval para a compra do silêncio de ex-deputado federal Eduardo Cunha para que não fizesse acordo de delação premiada na Operação Lava Jato. A acusação faz parte da delação feita pelos donos da empresa frigorifica JBS, Wesley e Joesley Batista, que disseram ter gravações em que Temer dá o aval para pagamento para que o ex-presidente da Câmara dos Deputados mantivesse o silêncio. As informações foram divulgadas, nesta quarta-feira (17), pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

O acordo de delação premiada dos empresários ainda não foi homologado oficialmente. Será necessário a oficialização desta homologação para que se possa ver a veracidade desta denúncia feita pelos donos do frigorífico JBS e apurar os fatos.

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O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda não se pronunciou sobre as acusações, o que deve acontecer nesta quinta-feira (18), o que dará sequência aos serviços da Procuradoria Geral da União e as investigações.

A denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) provém de um áudio gravado no dia 7 de março apontando a indicação de Michel Temer ao deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, holding que controla o a JBS, no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Em reunião entre Rocha Lurdes e JBS, marcada pelos empresários, foi acertado o que havia de ser utilizado no Cade e todas as manobras futuras para o acordo. Esta teria sido a primeira de outras reuniões. O acordo previa ainda uma propina semanal no valor de R$ 500 mil a ser paga ao longo de 20 anos, segundo o jornal O Globo.

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Cunha e o recebimento de propina para manter-se calado

Um dos donos do frigorífico, Joesley Batista, delatou que teria passado um montante de aproximadamente R$ 5 milhões, segundo jornal O Globo, ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB), personagem ímpar na queda da ex-presidente da República Dilma Vana Rousseff.

Joesley, ainda em sua delação à Procuradoria-Geral da República (PGR), teria comentado uma dívida no valor de R$ 20 milhões que teria referente a uma tramitação na Câmara Federal que previa a desoneração de impostos para o setor do frango no país.

O presidente Michel Temer sofreu mais esse forte golpe em seu mandato, que acaba em dezembro de 2018. Ainda nesta quarta-feira (17), ocorreram vários pedidos de renúncia de Temer, além do pedido, por parte da oposição, de impeachment com base nas delações dos proprietários da empresa JBS.

Representantes do governo soltaram uma nota com referência as graves acusações contra o presidente Michel Temer negando qualquer irregularidade.

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