Andrea Neves, irmã do senador afastado #Aécio Neves, está sendo acusada por outras presas de receber regalias. Muito nervosas, elas escreveram uma carta para a direção do presídio, pedindo que fossem tomadas providências. A penitenciária Estevão Pinto, onde está a irmã do mineiro, fica no bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte.

Assim como Andrea, as cinco presas que estão reclamando possuem também ensino superior, mas após a chegada de Andrea, tiveram que ser transferidas para celas que são chamadas de "castigo" e "triagem". Enquanto elas sofrem lá, a irmã do senador está numa cela especial e sozinha.

Os advogados de Andrea e a Secretaria Estadual de Administração Prisional (Seap) negaram as regalias e qualquer outra irregularidade.

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De acordo com as presas, até o banho de sol delas foi alterado. Ao invés de duas horas, agora é apenas uma hora e em um lugar sujo e muito pequeno.

A irmã do senador, que foi acusada de adquirir propina da empresa de frigorífico JBS, não chegou nem a passar pela ala de triagem da penitenciárias, segundo as detentas.

Atendimento de um médico

Um outro ponto reclamado pelas detentas são as visitas fora de hora que Andrea recebe. Os advogados podem conversar com ela a hora que quiserem. Esses dias, elas relataram que um médico particular esteve na cela dela, o que não seria permitido, em hipótese nenhuma.

A Seap contestou as informações dadas pelas presas, mas confirmou que um médico atendeu Andrea. O motivo dela ter pedido esse atendimento não foi revelado ou a Secretaria não soube informar.

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Sobre não usar algemas, a Secretaria disse que isso é normal. O uso só seria necessário se fosse em procedimento externo à cela. Segundo a direção, o aparelho de TV que está na cela de Andrea não foi concedido pelo estado e a alimentação de Andrea é a mesma das outras detentas. Marcelo Leonardo, advogado de Andrea, disse que em nenhum momento ela recebeu regalias e que ela está isolada das outras presas por motivo de segurança. Esse isolamento é determinado pelo sistema prisional.

Silêncio

Andrea Neves e Frederico Pacheco, primo do senador, decidiram optar pelo silêncio durante o depoimento à Polícia Federal (PF). Os investigadores quiseram informações do tempo que ela conhece o empresário Joesley Batista e se ela pediu, em fevereiro, para ele, R$ 2 milhões para pagar advogados do seu irmão, que estava sendo "encurralado" com o avanço da Operação Lava Jato. Eles ficaram sem as respostas, por enquanto. #Prisão