A grave crise política que veio à tona a partir do acordo de colaboração premiada entre o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, e a Procuradoria-Geral da República, além de atingir diretamente o presidente da República, Michel Temer, acarretou preocupação quanto aos caminhos a serem percorridos por uma das maiores operações de combate à #Corrupção de que se tem notícia na história contemporânea do país, a Operação Lava-Jato.

De acordo com o procurador representando do Ministério Público Federal e integrante da força-tarefa de investigação da Operação Lava-Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, há um risco muito grande em se tratando de tentativas de se prejudicar o trabalho quanto aos desdobramentos das apurações de corrupção, principalmente, no que se refere ao trabalho desenvolvido a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, que é conduzido em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro,

Riscos às investigações da Lava Jato

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima foi contundente ao delinear que os cortes orçamentários, implementados através de ação governamental e ainda o esvaziamento da equipe disponibilizada da Polícia Federal destinada para o trabalho voltado para os desdobramentos das apurações têm como propósito uma "estratégia de #Governo" com o objetivo de "sufocar lentamente" as investigações no combate à corrupção sob o âmbito da Operação Lava-Jato, segundo o procurador e membro da força-tarefa, Carlos Fernando.

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Em uma entrevista dada nesta sexta-feira (26) à imprensa, o procurador acredita que há uma ameaça silenciosa que ronda a #Lava Jato, em Curitiba. Segundo ele, o que dizem é que " a Lava-Jato não é mais prioridade". O procurador afirma que isso se reflete na redução do braço operacional e na dificuldade de se implementar novas operações, já que as atuais ocorrem em um número inferior e de menor grau. Carlos Fernando foi ainda mais longe ao dizer que "é uma estratégia clara de governo, no sentido de atender a interesses político-partidários, com o intuito de sufocar a Lava-Jato".

Como exemplo, o procurador mencionou a tentativa por parte do Congresso Nacional em aprovar a lei de abuso de autoridade e a suavização de anistia ao crime de caixa dois. Ao ser indagado se a Lava-Jato custaria caro ao país, Carlos Fernando foi contundente ao assegurar que "a Lava-Jato é superavitária em termos de recuperação de valores para o Estado brasileiro, além de custar infinitamente menos em relação aos valores dispendidos nela, seja através do Ministério Público ou da Polícia Federal".

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