A mais grave e recente crise política que tomou conta do país, a partir do conteúdo das gravações de áudio em relação às conversas captadas entre o empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS e o presidente da República, #Michel Temer, divulgadas ao público, em se tratando do acordo de colaboração premiada firmado entre o empresário que comanda o setor frigorífico e vendas de carnes e a Procuradoria-Geral da República, também foi alvo de análise por parte de um dos mais respeitados procuradores que integram a força-tarefa de investigação da Operação Lava-Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima. Carlos Fernando se expressou de modo contundente por meio de rede social em seu perfil do Facebook.

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Carlos Fernando fez uma comparação entre a crise política brasileira e as famosas séries americanas "House of Cards" e "The Walking Dead". O procurador que é integrante da maior operação de combate à corrupção na história do país subscreveu sua postagem como "Carlos Fernando dos Santos Lima, cidadão".

História de 'horror'

De acordo com o procurador Carlos Fernando, não existe uma maneira de se comparar a crise brasileira com a série House of Cards. Ele foi ainda mais contundente ao afirmar: "o que se vive hoje no país, está mais para a série The Walking Dead, onde hordas de mortos-vivos, apodrecidos de corpo e alma, passam entre nós e contaminam tudo o que poderia ser bom, com o vírus da imoralidade e da corrupção". Em sua análise, o procurador traçou um cenário sombrio para o país, que se encontra mergulhado num momento de incertezas.

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Carlos Fernando intitulou sua postagem neste sábado (20), na rede social como "cadáver insepulto", em se tratando do caso envolvendo a delação premiada do empresário Joesley Batista.

O procurador da #Lava Jato se expressou na condição de "cidadão" e não como membro do Ministério Público. "Essa história de terror teria que acabar, já que não seria mais possível admitir que esse cadáver do sistema político-partidário continuasse a apodrecer tudo o que viesse a tocar", ressaltou. Ele também assegurou que as gravações envolvendo o presidente da República, Michel Temer, são consideradas "estarrecedoras". Segundo o procurador, "nenhum relativismo moral poderia justificar um diálogo onde são explicitadas as bases, de tudo o que de errado, podre e vil, a Operação Lava Jato tem tentado mostrar". As críticas do procurador também fora dirigidas aos que consideravam que a podridão era revelada somente em relação aos governos do PT. #Crise no Brasil