O depoimento prestado pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva, à força-tarefa da maior operação de combate à corrupção da história contemporânea do Brasil, a Lava Jato, sob condução do juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná, serviu para que os investigadores pudessem delinear novas constatações com relação à oitiva realizada na última quarta-feira (10). De acordo com as investigações, o depoimento do ex-presidente Lula, acabou contribuindo para que novos indícios fossem reforçados, a partir das apurações dos procuradores federais.

Novas acusações contra ex-presidente

Os procuradores federais que fazem parte da força-tarefa de investigação da Operação #Lava Jato, consideram que o ex-presidente Lula possa ter atuado em atos que contemplem obstrução à justiça, em se tratando do maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do país.

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A força-tarefa possui a avaliação de que existam elementos e evidências que se caracterizem como provas de que o ex-presidente Lula, ao longo de mais de três anos de desdobramentos de investigações aprofundadas, tenha tido o propósito de obstruir todo o trabalho desempenhado pelos investigadores e também da Justiça Federal, em episódios que retratem uma suposta destruição de provas, além de tentativas de intimidação de autoridades públicas e testemunhas envolvidas no processo de investigação da Polícia Federal e Ministério Público Federal.

As suspeitas dos procuradores federais ensejam a probabilidade de que se abra um novo inquérito contra o ex-presidente da República. O inquérito a ser aberto se daria, a partir de Curitiba, e consequentemente, haveria mais uma denúncia criminal contra Lula.

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O ex-mandatário do país já é réu e, cinco ações penais. Duas dessas ações se desenrolam em Curitiba, sob a condução do juiz federal Sérgio Moro.Já em Brasília, a partir de decisão do juiz da décima Vara Criminal do Distrito Federal, Lula tornou-se réu em julho de 2016, sob a acusação de ter tentado "comprar" o silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em crime caracterizado como obstrução à Justiça.

Um outro complicador para o ex-presidente, é que durante mais de cinco horas de depoimento ao juiz Sérgio Moro, Lula confirmou ter-se encontrado com três alvos da Operação Lava Jato, sendo um deles delator e os outros, em processo de negociação de acordos de delação premiada, em um momento que as investigações já tinham sido deflagradas.

Defesa de Lula contesta

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que "uma nova linha de ataque à Lula foi aberta, por meio da Operação Lava Jato, no que consiste em se utilizar pessoas que já tentam há muito tempo, sair da prisão ou obter benefícios, desde que incluam o nome de Lula em depoimentos ou em atos de obstrução à Justiça", afirmou o defensor. #SérgioMoro