Devido à ação violenta de manifestantes no início da tarde de ontem em Brasília, que protestavam contra os atos de Michel Temer como presidente da República, mais precisamente no setor da Esplanada dos Ministérios, o presidente autorizou que as #Forças Armadas atuassem para evitar futuros atos semelhantes.

De acordo com a declaração de #Raul Jungmann, ministro da Defesa, a violência gerada na tarde de ontem foi fundamental para que o Governo tomasse essa atitude protetora, considerando que a baderna e o descontrole são inaceitáveis.

O artigo nº 142 da Constituição Federal que fala da Garantia da Lei e da Ordem permite essa requisição por parte das Forças Armadas, caso se considere que a ação da polícia seja insuficiente do ponto de vista técnico e numérico.

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Em vista disso, tropas federais já estão de sentinela em #Brasília.

Saldo destrutivo

A Secretaria de Segurança Pública admitiu que aproximadamente mais de 35 mil manifestantes participaram do movimento. Pediam principalmente a saída do Presidente Temer. Chegaram a atear fogo em alguns prédios, como o Ministério da Agricultura, que foi o mais atingido. O prédio foi invadido por manifestantes, mesmo que os bombeiros tenham colocado no local objetos para impedir a contenção das chamas. Apesar disso, não houve feridos de queimaduras.

A parte térrea do Ministério do Planejamento também foi atingida pelas chamas, e havia o risco do teto desabar. O terceiro Ministério vítima de incêndio foi o da Cultura. Brigadistas de plantão contiveram o fogo.

Uma grande quantidade de portas de vidro também foram quebradas, bem como equipamentos de informática, condicionadores de ar e móveis.

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Nos arredores da sede do Governo, depósitos de lixo, telefones públicos e banheiros químicos foram atingidos com fogo e também utilizados como obstáculos para a ação dos policiais e do Corpo de Bombeiros.

Outros prédios de Ministérios também foram alvos de depredações e violência, como o de Minas e Energia, Fazenda, Turismo, e mesmo alguns monumentos não foram livrados pela violência desmedida dos manifestantes.

CUT lidera ato

O ato foi liderado pela Central Única dos Trabalhadores, a CUT. Alguns manifestantes empunhavam bandeiras representantes de partidos e até uma bandeira da Argentina foi levada. Trios elétricos incitavam à manifestação. Na primeira tentativa de romper o bloqueio feito pelos policiais militares, a violenta confusão começou e demorou em ser contida. Mesmo com a PM fazendo uso de sprays de pimenta e bombas de efeito moral, não surtiram efeito.

O infeliz resultado da manifestação, que envolvia líderes da CUT, foi pouco mais de 50 pessoas feridas e cerca de sete detidos pela polícia. Só por volta das 17 horas a situação teve seu fim.

Decreto que colocou Forças Armadas nas ruas de Brasília é revogado

No fim da manhã desta quinta-feira, 25, Michel Temer recuou e decidiu revogar o decreto de ontem que autorizava a presença de tropas das Forças Armadas para fazer a segurança dos prédios públicos na Esplanada dos Ministérios.