Nesta terça-feira, Sandro Mabel, apresentou sua carta de demissão ao presidente Michel Temer. O assessor, trabalhava no mesmo pavimento do gabinete presidencial e já é o quarto assessor a deixar o #Governo Temer. Antes dele, saíram os assessores José Yunes, Rodrigo Rocha Loures e Tadeu Fillipelli.

O ex-deputado Sandro Mabel do partido do PMDB de Goiás, fazia parte dos assessores que despachavam do terceiro andar do Palácio do Planalto, ele ajudava o governo na interlocução com o Congresso Nacional e com os empresários.

Existem alguns boatos circulando pelo palácio, de que Sandro Mabel, seria um dos interlocutores do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que encontra-se preso, condenado à 15 anos de prisão, pelos crimes de corrupção, lavagem e evasão fraudulenta de divisas, através da Operação Lava Jato.

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No entanto, Mabel nega que isso seja verdade. Em uma declaração, o agora ex-assessor, informa que nunca teve essa missão, já que o próprio Eduardo Cunha, tinha muito mais acesso a todos do palácio do que ele próprio.

Segundo informações do site G1, nesta quarta-feira (24) o procurador da República Hélio Telho informou que o Ministério Público de Goiás requisitou a instauração de um inquérito policial com o objetivo de verificar possíveis pagamentos ilícitos, que teriam sido feitos em 2010, por ex-executivos da Odebrecht a Sandro Mabel.

Segundo relato dos ex-executivos, João Antônio Pacífico Ferreira e Ricardo Roth Ferraz de Oliveira, os pagamentos foram feitos como se fossem simples doações de campanha. Na época dos pagamentos, Sandro Mabel era candidato a deputado federal. O valor da possível propina seria de R$ 100 mil.

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Veja a carta de Sandro Mabel entregue ao presidente Michel Temer nessa terça-feira (23):

Em sua carta de demissão, Mabel diz que com o passar do tempo as lutas aumentaram de tamanho e importância, mas segundo ele, sempre foram lutas em benefício do #Brasil.

Ainda na carta, ele agradece a oportunidade de trabalhar quase dois anos ao lado do governo, participando de decisões importantes e agradece por ter servido ao presidente Michel Temer e ao país.

O ex-assessor, também diz em sua carta, que já tinha intenções de deixar o governo anteriormente, mas que a pedido do presidente, havia adiado essa decisão. Segundo ele, desde o início de dezembro do ano passado ele sentia a necessidade de voltar para a sua casa, como prometido aos filhos e a esposa, mas que havia atendido, em outros momentos, o pedido para continuar, mas que ao término do tempo acordado ele finalmente deixaria o cargo, conforme já estabelecido anteriormente.

Encerra a carta dizendo que tem muito apreço pelo presidente do Brasil Michel Temer, a quem considera um amigo. #Crise-de-governo