De aproximadamente US$ 70 milhões, um tesouro oculto estaria na direção norte do Caribe, entre as ilhas Antígua e Barbuda. Investigadores da força tarefa da Operação #Lava Jato receberam um mapa, que foi revelado em delação premiada por Olívio Rodrigues Júnior, um executivo da empreiteira #Odebrecht, responsável por fazer o controle de contas em paraísos fiscais, de forma a ajudar o Setor de Operações Estruturadas da empreiteira, ou melhor, "Setor de Propinas da Odebrecht". As contas eram todas secretas.

A delação premiada de executivos e ex-executivos da empreiteira trouxeram à tona informações de cerca de 78 delatores, a força-tarefa da Lava Jato revela que Olívio seria um "laranja" e que a Cervejaria Itaipava escondia muito dinheiro em contas secretas no Caribe, fazendo até investimentos imobiliários na região.

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Na ilha, o banco AOB (Antigua Overseas Bank) recebia dinheiro ilícito dos donos da cervejaria.

Não sabendo dizer exatamente o valor real do montante nas ilhas do Caribe, o delator revela que entre US$ 60 milhões e US$ 80 milhões podem ser encontrador por lá, isso incluiria o valor de vários imóveis e ainda dinheiro no banco. O valor depositado na ilha não foi declarado no Brasil e serviria para pagar propina a diversos políticos e agentes do setor público brasileiro. Há também um contador envolvido no esquema, ele é Silvio Pelegrini, da empresa Petrópolis (Grupo da cervejaria). Pelegrini foi alvo de investigações no Brasil em 2008, com o dono do Grupo, Walter Faria e Vanuê Faria, na época foi deflagrada a Operação Avalanche da #Polícia Federal. A conta secreta comandada pelo grupo era em nome da offshore Legacy International Inc.

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Tesouro escondido

Segundo o delator Olívio, Antígua e Barbuda estariam com investimentos da Cervejaria Petrópolis, o Ministério Público Federal (MPF) já conseguiu cooperação dos países para as investigações no Brasil. Investigadores brasileiros já iniciaram as buscas pelos tesouros. Através do delator, foi mencionado que os investimentos envolviam até um hotel na região.

Olívio narra que o dinheiro é "absurdo" e pertence a uma grande parte da ilha. O envolvimento da Cervejaria partiu quando a Odebrecht buscou meios de disponibilizar reais no Brasil justamente para pagamento de propinas. Com isso, a cervejaria entrou no esquema. Na ilha, haviam representantes brasileiros no banco AOB que também se "sujaram" no esquema ilícito.