Os cariocas voltaram às ruas no domingo para marcar os protestos no Rio de Janeiro, assim como em muitas outras cidades de todo o país, pela indignados com os últimos escândalos que envolvem o presidente Michel Temer, e seus aliados ligados ao Governo Federal.

No último domingo (21), integrantes do Movimento Unificado dos Servidores Públicos coordenaram uma manifestação na qual a principal reinivindicação foi a saída do atual governador do Estado do #Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, o sucessor de Sérgio Cabral Filho, este atualmente encarcerado no presídio de Bangu, no Complexo Penitenciário de Gericinó, por corrupção.

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E claro que Michel Temer não ficou de fora dos protestos, os fluminenses demonstraram toda sua insatisfação com cartazes, palavras de ordem, carro de som e discursos contra a manutenção do atual chefe de Estado após vários escândalos, nos quais ele é protagonista. Vários cartazes pediam eleições diretas.

O Rio de Janeiro está numa grave crise econômica. Já estamos em março e os servidores ainda não receberam o 13º salário referente ao ano de 2016.

A manifestação que começou às 10 horas da manhã, seguiu até duas da tarde, foi considerada pacífica pela Polícia Militar, que não divulgou o número de manifestantes.

Os manifestantes percorreram a região do bairro de São Conrado, no qual vive o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, filho do ex-prefeito César Maia. O deputado também está sendo citado na operação Lava-Jato, e existem várias manifestações contrárias à possibilidade de Maia assumir a Presidência da República no lugar de Temer, caso este seja deposto.

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De acordo com a linha sucessória, ele seria o nome que deve assumir o comando, de acordo com a Constituição Federal.

Uma panela de feijão foi levada como símbolo, é um objeto que marcou o protesto em frente à casa do filho de César Maia. É uma referência à feijoada promovida recentemente por Michel Temer a seus correligionários. A iguaria, prato tipicamente brasileiro, foi distribuída entre os participantes da manifestação.

Ultimamente, Copacabana tem sido o cenário de diversas manifestações do gênero. Nos anos 60, na época do Governo Militar, o local preferido era a Cinelândia, e ocasionalmente, a Central do Brasil. Devido ao aumento da população e inconformismo contra os atos de corrupção da gestão atual, o bairro, por ser imenso, é considerado capaz em termos de espaço para as várias manifestações, principalmente na política. #Luiz Fernando Pezão #Sergio Cabral Filho