O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator da Operação Lava Jato, #Edson Fachin, está mantendo sob sua guarda, com todos os cuidados necessários, informações dos delatores ex-executivos da Odebrecht que envolvem membros do Poder Judiciário.

Ao todo, são 25 pedidos de inquéritos formulados pela Procuradoria-Geral da República com citações de nomes do Judiciário e de alguns de seus parentes. Todo esse conteúdo foi conseguido com a delação dos funcionários da empreiteira. Fachin mantém sob seus cuidados e até agora não divulgou e nem permitiu qualquer vazamento. Alguns tribunais de Justiça já começam a ficar inseguros com os documentos.

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Entre esses tribunais está o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Tribunal de Contas da União (TCU).

O ministro Fachin foi obrigado a mudar a sua rotina e os seus compartilhamentos de informações dentro do gabinete, para que nada seja divulgado antes da hora. Todos estão muito preocupados com esses inquéritos que podem "abalar" o Judiciário brasileiro.

Segurança

O relator da Lava Jato sempre teve costumes simples, porém, com a Lava Jato, ele teve que alterar alguns de seus afazeres. Por exemplo, ele já almoça com menos frequência no bandejão do Supremo. E em áreas públicas, foi montado forte esquema de #Segurança para preservar a vida do ministro. Nos aeroportos, ele só vai quando tudo é revisado pela segurança. Ele está sob proteção o dia todo.

Para pegar um voo, Fachin não passa mais pelo saguão, ele embarca direto na pista de decolagem.

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São procedimentos montados pela segurança da Corte. Em suas residências, tanto em Brasília quanto em Curitiba, o número de segurança aumentou e tudo passa diariamente por revisões para ver se os critérios estão sendo respeitados.

Pedido

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fez uma solicitação ao Supremo pára que o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, continuasse preso. A defesa de Duque tenta conseguir a liberdade de seu cliente da mesma forma que o ex-ministro José Dirceu foi beneficiado, mas Janot considera os dois casos bem diferentes.

Mesmo Fachin sendo o relator da Lava Jato na Corte, a decisão de soltar Duque ficará por conta do ministro Dias Toffoli.

Além de Renato Duque, outros presos estão buscando as decisões do Supremo, como é o caso dos empresários Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo. Eles são sócios da Construtora Credencial. #STF