A política no Brasil está longe de ser o maior exemplo na igualdade de opiniões, o que por si só não é algo desaconselhável, uma vez que a democracia tem, entre outras características, o saber lidar com comportamentos e percepções distintos, mas desde que um governo, ou país, tenha como foco principal o bem estar da população ou que os representantes políticos tenham sido instituídos pela escolha popular. Por outro lado, há momentos em que as diferenças e percepções históricas de alguns políticos parecem irreconciliáveis. É o caso, por exemplo, do senador #Roberto Requião, pertencente ao #PMDB do Paraná e o presidente da República #Michel Temer, que também é do PMDB, de São Paulo.

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O impasse entre os dois “caciques” do mesmo partido político se acirrou por ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, que foi substituída pelo seu vice-presidente, a saber, Michel Temer; sendo que o senador paranaense disse que o processo em si não passava de um golpe de Estado do correligionário do PMDB.

A polêmica atual gira em torno da equipe do Planalto Central querer impor, pelo visto com o máximo de rapidez, a tão discutida reforma trabalhista, mas Requião no transcorrer do seu discurso temático na última quinta-feira (11), falou que a reforma não só deveria ser rejeitada, mas tinha mesmo é que ser “exorcizada” pelos representantes do Congresso Nacional.

Enfim, Requião fez questão de dizer que se encontra plenamente ciente de que o que Temer está propondo não passa de uma sucessão de crueldades, ironizando inclusive ao promover a piada de que a única coisa que falta ao texto da reforma é o da sugestão do trabalhador somente vir a almoçar ou jantar durante o gozo das férias, isso para que a jornada de trabalho não seja interrompida sob hipótese alguma.

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O senador pelo Paraná incentiva o repúdio total ao PLC (Projeto de Lei da Câmara) 38/2017, uma vez que tem dúvidas se os integrantes do Plenário realmente estão conscientes do que está sendo proposto ou se na realidade são meros colaboradores da Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. "Já falei sobre essa barbaridade e eu recomendo ao Plenário o exorcismo, não apenas a rejeição. Foi urdida por Satanás essa proposta", reiterou Roberto Requião.

Por outro lado, em 31 de março deste ano, Michel Temer, presidente do Brasil, sancionou o projeto de lei, o qual confere caráter legal à terceirização sem restrições, que tinha sido homologada pela Câmara dos Deputados uma semana antes.

Alguns dos pontos mais críticos da reforma trabalhista são as questões de ser opcional por parte da empresa contratada, oferecer ou não os costumeiros serviços de alimentação e atendimento de saúde aos trabalhadores terceirizados. Outro ponto controverso é que os terceirizados não precisarão receber obrigatoriamente os mesmos benefícios e salários que os contratados diretos, que exercem as mesmas atividades laborais.