Os problemas que envolvem o juiz federal Sérgio Moro e o blogueiro Carlos Eduardo Guimarães tomaram proporções grandes e foram parar na Justiça. Por essa razão, nesta terça-feira (30), o magistrado tomou a decisão de acatar um pedido da defesa de Eduardo Guimarães para parar de conduzir qualquer investigação que envolva o proprietário do Blog da Cidadania.

Ele se declarou suspeito para investigar o caso que envolve o vazamento de informações sigilosas em relação a uma operação da Polícia Federal em que houve a condução coercitiva aplicada ao ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva.

A decisão tomada por Sérgio Moro foi pautada no reconhecimento, por parte dele, de já ter recorrido a Polícia Federal para solicitar que investigassem Eduardo Guimarães por supostas ameaças feitas a ele numa rede social, na qual o blogueiro falava na hipótese de matar o magistrado.

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Carlos Guimarães também recorreu à Justiça para reclamar das atitudes de Moro, chegando a representar contra o juiz perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Pelo fato de considerar que o magistrado não conduzia de forma correta os processos envolvendo a Operação Lava Jato.

O blogueiro passou a ser alvo de uma investigação que apura se houve ou não vazamento de informações consideradas sigilosas da Operação da Lava Jato. Eduardo Guimarães adiantou no seu blog que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria levado de forma coercitiva para prestar esclarecimentos á Polícia Federal.

Esta seria uma informação sigilosa que só circulava dentro da força-tarefa da Lava Jato. Desde então, o blogueiro passou a ser investigado pela Polícia Federal para que se chegasse à pessoa que repassaria informações privilegiadas a ele.

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O ponto crítico entre Carlos Eduardo Guimarães e Sérgio Moro aconteceu no mês de março deste ano. O motivo foi o fato do magistrado ter expedido um mandado de condução coercitiva contra o proprietário do Blog da Cidadania, para que Guimarães prestasse maiores esclarecimentos à Polícia Federal sobre o caso que envolve o suposto vazamento da informação sobre a condução coercitiva de Lula, que ele divulgou antecipadamente.

Moro também permitiu quebra do sigilo telefônico de Eduardo Guimarães. Sob a alegação de que o blogueiro não poderia ser considerado um jornalista, logo não cabia o direito de preservar o sigilo da fonte da informação, que é uma prerrogativa apenas de jornalistas. #operaçãolavajato #Sergio Moro