Nesta última segunda-feira (16), a defesa do ex-presidente da #OAS, Léo Pinheiro, apresentou na Justiça provas contendo documentos da empreiteira, e-mails e mensagens telefônicas que comprovariam que o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva é realmente o dono de um triplex no Edifício Solaris, litoral de São Paulo, Guarujá. Investigadores da Operação Lava Jato já afirmavam que o imóvel pertencia a Lula mesmo sendo registrado por nomes de terceiros.

Os documentos que serão analisados pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, conta com um dossiê de 50 páginas. Nessas provas, há evidências de encontros entre Lula; Léo Pinheiro; o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto; e também Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

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Em 2014, foi descoberto que a empreiteira OAS fez várias obras, incluindo a construção do Edifício Solaris. O valor para a realização do empreendimento ultrapassou o proposto e a justificativa para isso seria a construção do 164-A, uma cobertura que hoje é investigada pela Lava Jato como sendo o triplex do ex-presidente Lula e sua família. Além da construção no Guarujá, há também um sítio localizado no interior de São Paulo, Atibaia, que é atribuído ao ex-presidente, o sítio também foi obra da OAS.

Em depoimento para o juiz Sérgio Moro, Léo Pinheiro foi questionado pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, sobre o entendimento de que Lula teria alguma ligação com o triplex do Guarujá. Léo Pinheiro foi enfático, dizendo que o apartamento era sim do ex-presidente desde que foi passado para o empreiteiro a análise sobre a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários).

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Léo Pinheiro, cujo nome completo é José Aldemário Pinheiro Filho, disse que ele não poderia comercializar o imóvel, pois Lula já era o dono.

Defesa de Lula

Enquanto a defesa de Léo Pinheiro protocola provas alegando que os imóveis são de Lula, a defesa do ex-presidente tenta provar que o triplex é da OAS. Para isso, a defesa de Lula juntou provas incluindo demonstrativos financeiros, documentos como cópias em que o imóvel aparece em nome da empreiteira e um imposto atrasado sendo cobrado pela OAS.

Sendo julgado nessa ação pelo juiz Sérgio Moro, Lula entrou com um pedido na ONU, afirmando que o juiz faz abuso de autoridade. Lula sempre alegou que Moro é parcial em suas colocações e que ele (Lula) está sendo "perseguido" pelo Ministério Público Federal (MPF). #Corrupção