A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em soltar o ex-ministro petista, José Dirceu, por três votos a dois, num colegiado formado pela segunda Turma da Corte, que envolve o julgamento de processos relativos à Operação Lava-Jato, rendeu muitas críticas aos ministros, principalmente, a partir de redes sociais. Os ministros alvos da insatisfação foram Gilmar Mendes, Dias Toffolli e Ricardo Lewandowski. A libertação de Dirceu acabou se tornando um "golpe" nas investigações da força-tarefa que exerce todo o trabalho de investigação, sob a condução do juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

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Os únicos votos favoráveis à manutenção da prisão preventiva de Dirceu, foram do ministro decano Celso de Mello e do relator da Lava-Jato no Supremo, ministro Luiz Edson Fachin.

Condições para a saída de José Dirceu, da prisão

O juiz federal Sérgio Moro, responsável em primeira instância pelo comando dos trabalhos da maior operação de combate à #Corrupção de que se têm notícia na história do país, deverá determinar através de quais condições, o réu condenado por duas vezes no âmbito da força-tarefa, José Dirceu, deverá cumprir para que deixe as dependências da prisão no Paraná. A autorização dada a Moro pelos ministros do Supremo, permite que o juiz federal decrete medidas cautelares contra José Dirceu, se assim Moro o achar necessário.Dentre essas medidas, pode-se mencionar a possibilidade de que Dirceu tenha que fazer o uso de tornozeleira eletrônica em sua residência.

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Além disso, pode ser que Moro delimite com quais pessoas o réu esteja proibido de se comunicar. Além disso, a própria prisão domiciliar é uma dessas medidas a serem implementadas. A decisão sobre quais medidas cautelares poderão ou não ser adotadas, dependerá exclusivamente do juiz de primeiro grau, nesse caso, o juiz Sérgio Moro.

A polêmica perante à sociedade, em se tratando da soltura de José Dirceu, já havia apresentado anteriormente um presságio de que isso poderia mesmo acontecer, já que poucos dias atrás, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, concedeu liberdade ao empresário Eike Batista, envolvido em esquemas de corrupção que tiveram como uma dos grandes responsáveis, o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A corrupção que "sangrou" os cofres públicos do estado, segue sob investigação do juiz Marcelo Bretas, a partir da sétima Vara Criminal do Rio de Janeiro, cujos desdobramentos das apurações, são um braço da Operação Lava-Jato.

#SérgioMoro #Lava Jato