A Rede Record acusa o STF (Supremo Tribunal Federal) de estar privilegiando a Rede Globo no caso da delação premiada dos publicitários João Santana e Mônica Moura, permitindo que a emissora divulgue os vídeos do caso. A Corte parece estar em apuros diante da suposta “mágoa” da emissora de Edir Macedo, que se sente deixada de lado.

De acordo com informações da revista "Veja", o Supremo teria recebido uma nota da Record queixando-se dos "privilégios" que vêm sendo concedidos à Globo referentes ao caso. O diretor de Jornalismo da Record, João Beltrão, que assina da nota, afirma sua indignação por assistir um órgão público e importante, como o #STF, envolvido na defesa de interesses particulares que em nada vai ajudar a política do Brasil, além de garantir privilégios a quem quer que seja [...].

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Na nota, Beltrão ainda se diz solidário com os colegas que se sentem tão enganados quanto eles e pede uma explicação oficial do chefe de comunicação do órgão federal. As declarações do marqueteiro e a esposa colocaram os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff em uma situação bem delicada e como alvos principais da Operação Lava-Jato.

As gravações das delações foram exibidas na quinta-feira (11) em horário nobre, no Jornal Nacional, e ocuparam quase todo o espaço do noticioso. Nos vídeos, João Santana informa ao Ministério Público que Lula e Dilma tinham ciência de pagamentos oficiais e de caixa 2 em campanhas políticas do PT.

Segundo ele, além de ter conhecimento das falcatruas, Lula é quem dava a "palavra final de chefe". Já a esposa do marqueteiro, Mônica Moura, explanou detalhadamente que os serviços de comunicação prestados ao ex-presidente chegaram ao montante de R$ 24 milhões, dos quais R$ 10 milhões foram pagos extra-oficialmente.

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Ela afirmou ter recebido metade desse valor em espécie das mãos de um assessor de Antonio Palocci, ex-ministro dos governo Lula e Dilma. Segundo Mônica, o dinheiro vinha sempre bem acomodado em caixas de sapatos e roupas sendo entregues, inocentemente, numa casa de chá do Shopping Iguatemi, São Paulo, em diversas ocasiões.

Quanto ao restante do valor, a esposa explica que foi depositado pela construtora Odebrecht na conta Shelibil, que João Santana possui, no exterior. Até o momento não houve nenhum tipo de comentário sobre uma possível resposta do STF à Rede Record, muito menos algum pronunciamento da Globo sobre o caso.

Também não se sabe se a emissora de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, tomou mais alguma providência a respeito da questão. Porém, fica claro que a Globo sempre foi alvo da tentativa de ser ultrapassada pela Record, mas todas foram frustradas. #Record TV #Rede Globo