O presidente Michel #Temer decidiu cancelar o jantar que seria dado neste domingo (21), no Palácio do Alvorada.

Com baixa adesão dos convidados, o presidente em exercício perde mais força dentre os políticos e aumenta o andar ao #Impeachment ou renúncia.

Alguns parlamentares disseram que o convite foi tardio e que viagens já haviam sido marcadas.

Enquanto os apoiadores do governo tentaram minimizar o cancelamento do jantar, partidos e políticos da oposição comemoraram e viram o evento fracassado como uma prova mais do que fundamental de que o tempo de Temer no comando do país está findando.

Em céleres contatos, auxiliares do presidente disseram que o encontro serviria para endossar o apoio ao governo, mas, diante da impossibilidade, Temer optará por reuniões individuais e nos horários disponíveis, atitudes que vem tomando desde a divulgação da delação e áudios de Joesley Batista.

O que Temer diz?

Até o momento, o presidente já fez dois pronunciamentos em menos de uma semana, algo que não tinha acontecido desde de que assumiu o governo após o impeachment de Dilma.

Nos pronunciamentos, Temer é efusivo em afirmar que não renunciará e que não medirá esforços para que as autoridades possam chegar aos culpados.

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Ademais, Temer, em seu segundo pronunciamento, enfatiza que jornais de grande circulação informam que o áudio divulgado possui, pelo menos, 40 cortes e/ou edições.

Vale lembrar que as bombas do dono da #JBS foram jogadas na mesma semana em que o governo divulgou números de avanços na economia e milhares de empregos de carteira assinada foram gerados.

Com níveis altíssimos de insegurança e falta de apoio dos políticos, Temer vê as reformas trabalhista e da previdência cada vez mais distantes e o país patinando em um óleo escorregadio chamado dúvida!

Lula comemora, mas não muito

Fontes próximas ao ex-presidente dizem que Lula tem comemorado cada nova informação sobre o caso entre a JBS e o presidente Temer.

Mas nem só de risos vive Lula, já que o mesmo já teve inúmeras vezes o nome ligado ao grupo do presidente Joesley Batista.

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As comemorações estão comedidas pelo fato do presidente ter sido citado na mesma delação, onde é visto como intermediador entre o dono do frigorífico e um líder do MST.

Além disso, Joesley diz que depositou milhões de reais em contas ligadas ao ex-presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff.

Procurados, ambos disseram que nunca tiveram conta no exterior e que apoiam as investigações.