O protesto convocado por vários movimentos sociais e por centrais sindicais aconteceu nessa quarta-feira (24), nas ruas da capital do país. A manifestação que, segundo a Polícia Militar, reuniu mais de 35 mil participantes, acabou um saldo de quase 50 feridos, 7 ministérios destruídos, 1 incendiado.

Confronto entre os manifestantes e a PM

A violência tomou conta do local no início da tarde. Aproximadamente às 13 horas, os manifestantes chegaram próximos de uma barreira feita pelos policiais para evitar que o protesto chegasse muito próximo do Congresso.

Alguns manifestantes tentaram forçar as grades que estavam formando o bloqueio e foram impedidos pela Polícia Militar com o uso de spray de pimenta.

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Depois desse acontecimento, boa parte dos manifestantes tentaram invadir o Congresso, reivindicando contra a reforma da previdência e trabalhista e também pedindo o impeachment do presidente Michel Temer (PMDB), devido ao conteúdo dos áudios divulgados pelos irmãos donos da JBS.

Presidente Michel Temer coloca 1.500 militares nas ruas de Brasília

As Forças Armadas foram convocadas pelo presidente #Michel Temer para fazer a segurança na cidade de Brasília. Serão usados mil e trezentos militares do #Exército e mais duzentos fuzileiros navais.

O Ministério da Defesa anunciou a definição da quantidade de militares que serão usados e ficarão nas ruas até a próxima quarta-feira (31). Decisão tomada após o decreto do presidente.

Para segurança dos funcionários, todos os prédios da Esplanada dos Ministérios foram evacuados.

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O Ministério da Fazenda e da Agricultura foi incendiado. O presidente Michel Temer classificou como “baderna” a manifestação dessa quarta-feira.

O Partido dos Trabalhadores (PT) repudiou a solicitação do Exército

Em nota divulgada no início da noite dessa quarta-feira, o Partido dos Trabalhadores (PT) afirmou que a solicitação das Forças Armadas feita pelo presidente Michel Temer para combater os protestos foi totalmente desnecessária.

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, disse que é um retrocesso tipicamente dos tempos da ditadura militar. Segundo ele, o ato de convocar o Exército serviu para mostrar a face antidemocrática e covarde do governo que Rui Falcão classificou de “golpista”.

O deputado federal Reginaldo Lopes, do PT de Minas Gerais, solicitou a suspensão do decreto que convoca as Forças Armadas para realizar a segurança na capital do país.