O presidente da República Michel Temer, do PMDB, agiu de maneira surpreendente aos protestos contra ele mesmo que aconteceram nesta quarta-feira (24), em Brasília, Distrito Federal. Após manifestantes colocarem fogo no Ministério da Agricultura, Temer convocou as Forças Armadas para fazerem a segurança do Planalto Central. Lembrando que a polícia local calculou em cerca de 30 mil o número de manifestantes que pediam o impeachment de Temer, 'Diretas Já' (votação para presidente direta e não passando pela Câmara dos Deputados) e o fim da votação pela Reforma da Previdência, um dos temas mais polêmicos da atualidade. Temer chegou a dizer que os protestos eram "baderna".

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Exército, Marinha e Aeronáutica ganham as ruas em meio ao possível impeachment de Temer

A presença das Forças Armadas nas ruas está sendo criticada na web e também por lideranças políticas. Representantes do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos da oposição se negaram a continuar as votações de pautas importantes na Câmara dos Deputados.

É bom lembrar que o Brasil viveu governado por militares entre 1964 e 1984. Apenas em 1985 é que a transição começou, a partir de eleições indiretas e, em 1989, houve a primeira eleição direta - feita pelo voto do povo - para a presidência. Na ocasião, o vencedor foi Fernando Collor de Mello, que acabaria sofrendo um impeachment dois anos depois.

Especialistas garantem que Michel Temer deixará presidência: é questão de tempo

É bom lembrar que agora quem se vê alvo de diversos pedidos de impeachment é #Michel Temer.

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Para especialistas, a queda dele é questão de tempo.

No entanto, a solicitação de militares nas ruas criou uma situação problemática. O Ministério da Defesa, através de um post feito nas redes sociais, disse que somente vai trabalhar para evitar que o patrimônio público seja depredado e para garantir a lei e a ordem. Em oportunidades anteriores, lideranças do #Exército já haviam dito que não pretendem tomar o poder.

Segurança em Brasília terá 1.500 militares do Exército e da Marinha

O pedido de militares nas ruas somente pode ser feito pelo presidente da República. Isso não retira a polícia tradicional do espaço. A expectativa, segundo 'O Globo', é de pelo menos 1.500 militares nas ruas.

O governo negou que isso seja uma 'intervenção militar', mas sim algo parecido com o que houve quando o Brasil sediou as Olimpíadas.

Veja o comunicado feito na internet que fala da atuação do presidente e das Forças Armadas:

E você, o que pensa a respeito da decisão do presidente? Deixe seu comentário. Ele é sempre importante.