Na noite desta última quarta-feira (17), a revelação de um conteúdo de #Delação bombástica afetou o Brasil. Alguns políticos importantes foram arratados por ela, entre eles Michel Temer e Aécio Neves. Joesley Batista e o seu irmão Wesley, os donos da #JBS, a maior empresa de proteína animal do mundo, fizeram mais do que apenas delatar, entregaram gravações e provas, em uma ação cinematográfica, digna de Hollywood, chegando a rastrear dinheiro de propina.

As delações não são de agora. A coleta de gravações, que envolve Temer, por exemplo, são de março. Os delatores estiveram no gabinete do ministro Faccin, do STF, para confirmar que suas delações foram feitas de livre e espontânea vontade.

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Esta confirmação garantiu, ainda não confirmada oficialmente, a homologação da delação feita à PGR.

O conteúdo é uma bomba para a política nacional. Joesley gravou o presidente da República, Michel Temer, indicando um deputado de seu partido do Paraná, Rodrigo Rocha Loures, para resolver um assunto da J&F (controladora da JBS). Na sequência, a PF, autorizada pela Justiça, filmou o deputado recebendo o dinheiro, R$ 500 mil, que foi todo rastreado. Ainda com relação a Temer, ele também foi flagrado concordando com a propina a Eduardo Cunha. Segundo vazou para a imprensa, Joesley revelou que estava pagando uma 'mesada' para Cunha, que está na cadeia, e o presidente incentivou: "Tem que manter isso, viu?", disse ao dono da JBS.

Temer em nota negou concordar com qualquer atividade ilícita, mas confirmou a reunião.

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Já o deputado Rodrigo Rocha disse que vai esclarecer com calma as questões.

E também teve outro figurão caindo na malha fina da delação. Foi Aécio Neves, presidente do PSDB, que foi gravado pedindo R$ 2 milhões para usar em sua defesa na Lava-Jato. Em uma ação digna de Hollywood, a PF não só gravou, mas marcou as mochilas com chips e cadastraram os números de série das notas. Para surpresa, o dinheiro foi depositado na conta de uma empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

E a coisa só piora. Joesley ainda revelou que pagou R$ 5 milhões para Cunha, depois de ter sido preso, uma parte da propina que faltou por conta da tramitação de uma lei que favorecia a empresa.

Foi a primeira vez que toda a delação foi acompanhada previamente pela PF para a coleta de provas. E tudo isso garantiu que a delação da JBS fosse uma das mais rápidas da história da Lava-Jato.

Pedido de impeachment de Temer

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) não perdeu tempo e, diante da delação da JBS, já protocolou o pedido de #Impeachment de Temer. Segundo Molon, essa foi a denúncia mais grave de toda a República e da Lava-Jato, portanto caberia o impeachment, assim como o de Dilma.

O pedido de impeachment foi protocolado na noite desta quarta-feira, quando a notícia veio à tona. Agora, o pedido passa por uma análise prévia do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, DEM-RJ, para seguir ou não para os trâmites legais.