O presidente Michel #Temer vai se reunir ainda nesta quarta-feira (17) com os senadores e técnicos do Palácio do Planalto para poder tratar de possíveis mudanças no texto da #reforma trabalhista, que foi aprovado pela Câmara Federal. O encontro vai acontecer às 16h.

Os participantes da reunião são: senador Romero Jucá (PMDB-RR), senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Edson Lobão (PMDB-MA). A reunião tem por objetivo a discussão de medidas que poderão ser adotadas para garantir que as mudanças que foram sugeridas no texto não sejam devolvidas aos deputados.

Como já havia sido aprovado pela Câmara, se os senadores discutirem novas alterações, o texto terá que passar por uma análise completa dos deputados e isso acabaria criando um grande atraso no cronograma esperado pelo governo federal.

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Temer quer ouvir os senadores para poder entender quais são os pontos mais polêmicos que podem ser foco de alguma alteração, até porque o desejo é que o Senado aprove, sem nenhuma alteração, o texto.

PSDB

Na terça-feira (16), a bancada do PSDB no Senado se reuniu com o presente Temer para poder discutir sobre essas modificações e cobrar que o partido participe mais das decisões que são anunciadas pelo governo federal. Ainda nesse encontro, os senadores reclamaram da edição da medida provisória que instituiu o novo Refis, um programa de renegociação de dívidas de impostos de pessoas físicas e jurídicas.

A reclamação foi em razão de que a inclusão de alguns itens não teriam nada a ver com a proposta inicial. Acredita-se que outro ponto que causou desconforto à bancada foi a medida provisória que o próprio Temer assinou que aumentou o prazo de pagamento das dívidas dos estados e municípios com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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Apesar de estar de acordo com a medida, a bancada acredita que o assunto deveria ter sido levado até o partido também.

Contribuição sindical

O senador Ricardo Ferraço, após o um encontro com Temer, informou que a disposição do presidente e também da bancada é manter o texto da reforma com o fim da contribuição sindical obrigatória. Com certeza, a exclusão da contribuição sindical obrigatória é um dos pontos mais polêmicas da reforma.

De acordo com as centrais sindicais, essa exclusão vai tirar pelo menos R$ 6 bilhões das entidades, o que vai enfraquecer completamente as representações trabalhistas. #Polícia