O clima continua tenso e ânimos acirrados no Supremo Tribunal Federal (#STF). A recente decisão da Segunda Turma da mais alta Corte em libertar o ex-ministro petista José Dirceu, já réu por duas vezes no âmbito da Operação Lava-Jato, acarretou uma enxurrada de críticas da sociedade civil organizada, principalmente, através das rede sociais. Três ministros da Segunda Turma, votaram pela libertação do réu, revogando a prisão preventiva que havia sido determinada desde 2015 pelo juiz federal Sérgio Moro. O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo foi voto vencido, juntamente com o ministro decano Celso de Mello. Os três votos favoráveis à liberdade do réu, foram dos ministros: Antônio Dias Toffolli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

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Fachin 'revolta' ministros que libertaram Dirceu

A decisão do ministro Luiz Edson Fachin de encaminhar para o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), a votação que se refere à solicitação de um habeas corpus, do ex-ministro petista da Fazenda, Antônio Palocci, em detrimento de enviar o caso para a Segunda Turma, acabou ocasionando revolta entre os integrantes da Turma. A revolta partiu de ministros que formaram maioria na Corte, em prol de votações favoráveis aos réus. Já o ministro decano Celso de Mello que votou conforme Edson Fachin, pela manutenção da prisão preventiva de Dirceu, atuou como "bombeiro" para acalmar os ânimos.

A irritação foi generalizada por parte dos outros ministros. Assessores e integrantes da Corte não economizaram nas críticas ao ministro relator da Lava-Jato.

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Alguns disseram que ele não teria "calosidade" para ocupar o posto em que ele se encontra. O ministro foi também por parte dos que defenderam a soltura de réus, como José Dirceu. Fachin foi alvo daqueles que ironizaram o fato dele ter combinado com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), em encaminhar a votação do habeas corpus de Palocci, para o Plenário do STF. Alguns advogados, defensores de réus também acirraram ainda mais o clima que já estava "fervendo" no Supremo. Afirmaram que o ministro Edson Fachin descredibilizou a Segunda Turma. Os críticos da decisão do ministro Edson Fachin, foram ainda mais longe ao afirmar que seja "ganhando" ou "perdendo" no Plenário, o ministro Edson Fachin terá que conviver com os ministros integrantes da Segunda Turma, que julga os casos da Operação Lava-Jato, até o fim da operação de combate à #Corrupção.

#Lava Jato