A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, possui em mãos um tema extremamente complicado a ser decidido, em se tratando de um dos ministros da mais alta Corte brasileira. O caso referente ao ministro Gilmar Mendes, alvo de um pedido de afastamento em relação ao julgamento da soltura do empresário carioca Eike Batista, por parte da Procuradoria-Geral da República, repercutiu intensamente no meio jurídico e também acarretou grande polêmica, principalmente nas redes sociais. O habeas corpus em favor do réu, determinado por Mendes, já que sua esposa trabalha para um dos advogados do mega empresário que se encontrava preso, devido a crimes relacionados aos escândalos de corrupção no Rio de Janeiro, repercutiu muito mal perante à opinião pública.

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Possível impedimento de Mendes no STF

A solicitação feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em requerer que o ministro Gilmar Mendes, seja afastamento do julgamento do caso Eike Batista, inclusive, com a possibilidade de que as decisões do ministro em relação ao caso, sejam consideradas nulas, como por exemplo, o próprio habeas corpus decidido em benefício do empresário, elevam a tensão e pressionam exponencialmente a ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), Cármen Lúcia, para que tome uma decisão em relação a Mendes, tendo duas opções sobre a mesa: decidir em afastar o ministro no caso Eike Batista, ou mesmo, levar o caso para o Plenário do Supremo.

Além do caso Eike Batista, há outros casos embaraçosos que envolvem o ministro Gilmar Mendes e, consequentemente, a Segunda Turma do STF, como por exemplo o caso que envolve a libertação do ex-ministro do governo Lula, José Dirceu, que encontrava-se preso no âmbito da Operação Lava-Jato, sendo que já havia sido se tornado réu, por duas vezes e mesmo assim, foi solto por decisão majoritária da Segunda Turma, sendo três votos favoráveis à soltura, provenientes dos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffolli.

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O relator da Lava-Jato na Corte, Luiz Edson Fachin e o ministro decano Celso de Mello, votaram contra a soltura dos réus. A polêmica em relação à soltura de presos de uma das maiores operações em curso, no combate à corrupção no país, ocasionou uma "enxurrada" de críticas aos ministros do Supremo, por meio de manifestações nas redes sociais e também algumas manifestações em frente à sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. #CármenLúcia #Lava Jato