Com a grande crise econômica e política vivida no Brasil, grandes acontecimentos têm afetado a vida de grande parte da população. Algumas mudanças criadas por Propostas de Emenda à Constituição (PEC) apresentam alterações radicais que acabam provocando revoltas principalmente nos trabalhadores. Um desses é a PEC, que vota a aprovação da Reforma da Previdência, no qual prevê mudanças na idade mínima de #aposentadoria para homens e mulheres.

A regra atual estabelece que homens se aposentem com idade mínima de 65 anos de idade e mulheres com 60 anos, tendo contribuído pelo menos 15 anos. Com a Reforma, as idades mudam para 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens), com contribuição acrescida para 25 anos.

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Ademais, caso o trabalhador queira receber a aposentadoria integral, ele terá que contribuir 40 anos.

A reforma, com essa proposta, causou impactos negativos ao #Governo, levando milhares de brasileiros às ruas em protestos e manifestações contra as decisões da Câmara. Entretanto, o Presidente Michel Temer afirmou que a Reforma é válida e não irá recuar. Ele explica que o rombo na Previdência está estimado em R$181,2 bilhões para 2017 e que, uma das formas de melhorar esse cenário é aprovando a Reforma.

Rejeição esmagadora

Com tantas polêmicas, a PEC passou por alterações que melhoram as condições do trabalhador. Mas essas alterações não contiveram a população. Pois, embora o discurso seja de que a Previdência trata com igualdade todos os trabalhadores, com as mudanças, ela acaba privilegiando algumas classes em detrimento de outras.

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Por exemplo, as regras de aposentadoria por idade mínima para professores, policiais civis e federais baixou para 60 anos.

Não obstante a isso, a PEC não modifica regras para políticos, o que desagrada ainda mais os brasileiros. De acordo com o texto da Reforma, as alterações só seriam aplicadas a novos políticos. Já para políticos que já estão em mandatos, eles próprios podem estabelecer uma regra de transição sem tempo definido. Caso não façam a transição, o que vale é a regra da atual Previdência.

Embora haja uma grande rejeição de Temer, que chega aos 61%, conforme o Datafolha e, mesmo com as mobilizações, protestos e greves constantes pelo país, a PEC está a poucos passos para ser aprovada. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirma que a Reforma tem grandes chances de ser vitoriosa ainda este mês. A PEC está em tramitação na Câmara, caso seja aprovada, será encaminhada ao Senado. #Reforma da Previdência