O ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não gostou de ter sido citado na deleção da ex-marqueteira do Partido dos Trabalhadores-PT, Mônica Moura, e classificou como sendo ilusória a informação dada por Mônica de que ela e a ex-presidente Dilma Vana Rousseff teriam criado uma conta de e-mail secreta (compartilhada por ambas) para informações detalhadas sobre o andamento das investigações da #Lava Jato.

Cardozo, que conduziu a defesa Dilma durante o processo de impeachment, se encontrava viajando à capital britânica para participar de um seminário, quando tomou conhecimento do teor das delações dos ex-marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

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E disparou contra o casal ao declarar que, em sua concepção, é totalmente descabida e sem nexo a declaração de Mônica sobre a suposta conta de e-mail entre ela e #Dilma Rousseff.

O advogado de defesa de Dilma no processo de impeachment alega que jamais tomou conhecimento da existência dessa troca de mensagens citada pela ex-marqueteira do Partido dos Trabalhadores, assim como afirma que nunca passou informações privilegiadas sobre as investigações da Lava Jato à ex-presidente. Apenas repassava o que a Policia Federal e Ministério Público autorizava e no momento certo, nada além disso.

A ex-marqueteira disse que a suposta conta de e-mail criada para servir como fonte de troca de informações entre ela e Dilma, teria justamente o propósito de que, assim que a ex-presidente fosse informada por Eduardo Cardozo do andamento das investigações, repassasse a ela essa informação de forma secreta.

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Inclusive Mônica teria dito em sua colaboração à Justiça que Dilma, após ser avisado por Eduardo Cardozo de que havia mandados de prisão contra ela e seu marido, a avisou por esse e-mail, antes de a operação que prenderia o casal ter sido deflagrada. O que provaria que eram repassadas à ex-presidente informações privilegiadas com antecedência.

A esposa de João Santana, já com prisão decretada em Curitiba, teria comparecido até a um cartório e registrado uma dessas supostas mensagens de e-mail trocadas com Dilma, com o intuito de utilizar em uma futura delação premiada. Fato que aconteceu apenas no corrente mês. Ressaltando que essa deleção é a única que realmente coloca a ex-presidente na mira da Justiça, por tentativa obstrução das investigações.

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