Antonio Palocci Filho nasceu na cidade de Ribeirão Preto (SP). Filho de um artista plástico e de uma ativista católica, ele começou sua carreira política militando no movimento Liberdade e Luta (Libelu), de orientação trotiskista (movimento do qual participaram outros nomes da cena política atual, como os jornalistas Reinaldo Azevedo, Demétrio Magnoli e Mirian Leitão), famoso por ser o primeiro movimento à defender publicamente a palavra de ordem "abaixo à ditadura".

Em 1980 torna-se um dos fundadores do #PT, integrando a corrente mais influente do partido, da qual participavam também o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva.

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Carreira política vitoriosa depois da abertura política

#Palocci nunca perdeu nenhuma eleição que disputou. O primeiro cargo que ocupou foi o de vereador de sua cidade natal, depois de uma eleição vencida com apenas 28 anos de idade. Dois anos depois abandonaria o cargo depois de eleger-se deputado estadual.

Tornaria a abandonar a nova ocupação dois anos depois para exercer o cargo de prefeito de Ribeirão Preto. Em 1998, tentou ser o candidato do partido ao governo de São Paulo, mas recuou e deixou a candidatura nas mãos de Marta Suplicy, que perderia a eleição marcado por uma forte influência de pesquisas de intenção de voto, muitas que se mostraram muito diferentes do resultado final das eleições.

Nesse mesmo ano, seria eleito deputado federal, não cumprindo o mandato novamente para ocupar o cargo de prefeito de Ribeirão Preto pela segunda vez.

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Novamente se afastou do cargo para coordenar a candidatura do ex-presidente Lula, em 2002.

Ministério da Fazenda

Após a vitória do PT no executivo, Antônio Palocci foi alçado ao cargo de ministro da Fazendo. Criticado por setores da esquerda por ser considerado austero, acabou caindo nas graças do setor financeiro nacional após o período de crescimento e fortalecimento da economia.

Sua imagem se fortaleceu e se tornou um dos candidatos à suceder o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Tinha um caseiro no meio do caminho

Sua ascensão política foi interrompida após denúncias de que o ministro encontrava-se frequentemente com lobistas em uma mansão de Brasília. Tal afirmação foi endossada pelo caseiro da mansão, Francenildo Costa. O escândalo que, poderia ter passado em branco, se intensificou quando saiu a notícia de que o sigilo do caseiro havia sido quebrado de forma ilegal e que a ordem para a quebra do sigilo havia partido do gabinete do ministro da Fazenda.

Aparentemente, a ideia da ação ilegal era provar que o caseiro havia recebido suborno para testemunhar de forma ilegal.

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Após pressão da imprensa, Palocci deixou o governo, no ano de 2006. O STF (Supremo Tribunal Federal) absolveria o político de Ribeirão Preto por falta de provas três anos depois.

Retorno ao cenário político e nova queda

Com a absolvição, o político retornou ao cenário político nacional durante a campanha de Dilma Rousseff em 2010, tornando-se o articulador da campanha e, posteriormente ministro da Casa Civil, considerado o ministério mais importante do executivo. Palocci voltava a ser um homem forte na política de Brasília.

Em 2011, uma reportagem denunciava que o patrimônio do ministro havia crescido 20 vezes entre os anos de 2006 e 2010. A oposição passou a acusá-lo de trafico de influência, o que acabou desgastando a sua imagem, até mesmo dentro do partido. Sem base política para se manter no ministério, Palocci acaba abandonando o cargo em 2011.

Investigado na Lava Jato e prisão

Em 2015, Palocci passou a ser investigado por supostamente receber R$ 2 milhões para a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. Em 2016, o ex-senador Delcídio Amaral denuncia, por meio de delação premiada, figuras do PT e liga Antônio Palocci a um esquema de R$ 45 milhões.

Também ocorre posterior denúncia de Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, sobre repasses ilegais nas últimas campanhas presidenciais, capitaneadas pelo ex-ministro Palocci.

Em 26 de setembro de 2016, Antônio Palocci, ex-vereador, ex-prefeito, ex-deputado federal, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, foi preso por ordem do juiz Sérgio Mouro. A recente condenação a 12 anos de prisão, proferida do Moro nesta segunda-feira (26), parece sacramentar uma trajetória política meteórica e talvez seja o prenúncio da aniquilação política total da cúpula forte do PT formada por José Dirceu, José Genuíno, Antônio Palocci e Lula. Para tanto, falta apenas a condenação do popular ex-presidente, citado 75 vezes na sentença que condenou Palocci pelo mesmo juiz que irá proferir sentença no caso do tríplex de Guarujá, que, segundo o Ministério Público Federal, teria sido dado a Lula pela construtora OAS como parte da propina em troca de contratos com a Petrobras.