O senador #Renan Calheiros (PMDB-AL) prestou depoimento nesta quarta-feira (21) ao juiz Sérgio Moro, responsável pela condução das investigações da Operação Lava Jato, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. O tão "aguardado" depoimento do senador alagoano e líder do PMDB no Senado Federal se baseou em acusações de recebimento de propina, com base em informações prestadas oriundas do conteúdo do acordo de delação premiada do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

Renan Calheiros prestou depoimento na condição de testemunha de defesa do lobista Jorge Luz.

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O lobista havia sido preso durante a implementação da trigésima oitava fase da Operação #Lava Jato, sob acusação de ter sido considerado o principal operador do esquema de recebimento de propinas destinadas ao PMDB.

Delação 'fantasiosa'

O senador Renan Calheiros afirmou em seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, que nunca chegou a prometer qualquer tipo de apoio para que Nestor Cerveró se mantivesse a frente do cargo de diretor da área internacional da Petrobras. Renan foi ainda mais longe ao afirmar que não cobrou propinas para a manutenção de Cerveró na Petrobras. O senador tentou "desacreditar" o acordo de colaboração premiada do ex-diretor da estatal, ao classificar como "uma fantasia a delação", em alusão às acusações do ex-diretor dirigidas a Calheiros como um receptor de propinas no esquema de #Corrupção da Petrobras.

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O senador ainda desabafou ao indagar como algo relativo a isso poderia ter acontecido se efetivamente não houve conversa sobre tal assunto e que também jamais seria discutido isso.

Entretanto Renan Calheiros confirmou que havia se encontrado como o ex-diretor Nestor Cerveró e ainda com o ex-diretor de Serviços da estatal, Paulo Roberto Costa. De acordo com Calheiros, ambos tiveram cerca de dois ou três encontros, seja em sua casa ou em seu gabinete. O senador fez questão de frisar que não houve um agendamento prévio, mas que foi "levado" aos encontros, por intermédio de outros congressistas, como o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB) ,embora nunca tivesse tratado a respeito de qualquer indicação ou apoio a qualquer um dos dois ex-diretor para seus respectivos cargos na Petrobras.

Já em relação a um depoimento de Paulo Roberto Costa, que afirmou em delação premiada, que o deputado Aníbal Gomes era "intermediário" de Renan Calheiros, em se tratando de algumas negociações espúrias, o senador se defendeu ao afirmar que a investigação referida já havia sido arquivada em razão de Paulo Roberto Costa nunca ter verificado com ele, se o deputado Aníbal poderia se manifestar em seu nome, o que acarretou a solicitação da procuradoria para o arquivamento das investigações inerentes ao processo.