O #jornal britânico, "The Guardian", escreveu uma extensa matéria sobre a Operação #Lava Jato. Porém, um fato está chamando a atenção dos brasileiros. Foi acrescentada nas páginas, uma ilustração do #Cristo Redentor armado e segurando um saco de dinheiro.

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, criticou duramente a imagem publicada no jornal. De acordo com o arcebispo, o "The Guardian" ofendeu o povo brasileiro, pois o Cristo Redentor é uma imagem de fé e não deve ser banalizada desse jeito. Dom Orani ressaltou que o jornal não soube respeitar o povo brasileiro e nem a fé cristã.

Na reportagem, é comentado sobre toda a história da operação Lava Jato, que segundo eles, pode ser a maior operação de combate à corrupção da história.

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Foram citados, na matéria, vários acontecimentos deflagrados na operação, como por exemplo, um esquema grandioso de propina que prejudicou imensamente a Petrobras, bilhões desviados por políticos corruptos, prisão de poderosos, presidente pressionado por um tribunal e má reputação de grandes empresas brasileiras.

Na matéria, foi falado sobre a derrubada de um governo corrupto, a da petista Dilma Rousseff e da dificuldade que Michel Temer está tendo para se manter no cargo.

Sérgio Moro

O juiz federal responsável pela Operação Lava Jato, Sérgio Moro, também foi citado como "jovem e ambicioso" e não faltaram elogios à capital paranaense, Curitiba. De acordo com o jornal, Curitiba está a 845Km de distância do Rio de Janeiro e possui um mundo diferente. Lá eles seguem com mais rigor as leis e as pessoas são mais atentas contra a corrupção.

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"The Guardian" considerou a cidade de Curitiba como a Londres brasileira.

A reportagem também alertou para as diversas manobras de parlamentares que tentam a todo custo obstruir a Lava Jato.

Lula, Dilma e Temer

O jornal citou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff como grandes beneficiários de toda a corrupção. Também lembrou que muitos que acusaram a ex-presidente, durante seu impeachment, hoje também são alvos da Justiça. Há uma corrupção sistêmica que se alastrou pelo país.

Ao falar sobre o presidente Temer, o jornal comenta que com a morte do ministro do Supremo, Teori Zavascki, Temer colocou em seu lugar um ministro aliado dele, Alexandre de Moraes. Vários senadores que confirmaram e aprovaram a entrada de Moraes na Corte são colegas de Ministério. Vale ressaltar que Moraes foi ministro da Justiça de Temer.