#Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado do cargo no dia 18 de maio, após uma decisão do relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Os motivos que justificaram a decisão foram: o senador teve seu nome citado nas delações dos membros da JBS e há também uma gravação onde o senador solicita dinheiro ao dono da empresa Joesley Batista.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio havia cobrado na terça-feira (13), que Aécio Neves fosse efetivamente afastado.

Segundo o próprio Aécio, a decisão estava sendo cumprida com "total respeito e reverência".

Para Marco Aurélio o fato de o gabinete do senador continuar em funcionamento e um suplente não ser eleito para assumir suas funções era um claro sinal de que as decisões de Fachin não estavam sendo acatadas.

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O salário continua

Marco Aurélio reconsiderou sua posição após receber um ofício do Senado indicando todas as medidas que estavam sendo inicialmente impostas a Aécio:

  • Intimação para ordem restritiva de direito;
  • Suspensão da verba indenizatória (uma espécie de remuneração mensal destinada a cobrir os gastos que os senadores têm realizando as funções da profissão);
  • Suspensão da remuneração;
  • Recolhimento do carro oficial;
  • A desativação e remoção de seu nome no painel do Plenário e Comissões;
  • A publicação da informação de seu afastamento no portal do Senado.

Apesar de inicialmente incluída, a suspensão de remuneração não será efetivada. Uma nota de esclarecimento foi divulgada no período da tarde de quarta-feira (14), depois de uma reunião entre Eunício Oliveira (PMDB-CE), assessor do presidente do Senado, e Marco Aurélio Melo.

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A nota de esclarecimento informa que o salário será mantido, porém com descontos. Um terço da remuneração de R$33,7 mil continuará a ser depositada, incindindo sobre esta descontos dos dias de sessões deliberativas, que serão contabilizadas como se Aécio tivesse se ausentado.

A defesa de Aécio

Aécio Neves e seus defensores se mantêm na posição de alegar que a gravação é na verdade uma tentativa de Joesley Batista plantar provas de um falso crime, para que possa receber benefícios no julgamento.

Segundo Aécio, os 2 milhões de reais que ele requisitou na gravação, se trata de um empréstimo oferecido pelo dono da JBS e seriam destinados à compra de um apartamento.

Nesse empréstimo não haveria parcelas de dinheiro público e também não estavam sendo oferecidas vantagens indevidas, logo, o ato não poderia ser enquadrado como propina ou #Corrupção. #Lava-Jato