Foi arquivado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (7), a ação por falta de decoro parlamentar contra o deputado #Eduardo Bolsonaro (PSC-SP). O PT havia entrado com uma representação contra ele por cuspir no deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) durante a sessão do impedimento da ex-presidente #Dilma Rousseff (PT), em abril de 2016.

Diferentemente do deputado Eduardo Bolsonaro, Jean Wyllys recebeu uma censura por escrito por também ter cuspido em #Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pai de Eduardo. O relator contra o parlamentar paulista, João Marcelo Souza (PMDB-MA), afirmou que existe carência de justa causa no processo, porque, de acordo com seu argumento, o ato de cuspir não pode ser considerado um acontecimento que leve a ter um castigo por violação de decoro parlamentar, tendo, por consequência, somente seu arquivamento.

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“Não existe insulto ao decoro parlamentar”, afirmou o relator. Foram 11 votos favoráveis ao parecer para o arquivamento e uma abstenção. Os participantes do Conselho de Ética afirmaram que Eduardo Bolsonaro somente teve aquela reação porque Jean Wyllys antes havia cuspido e insultado seu pai, Jair Bolsonaro. Mauro Lopes (PMDB-MG) concluiu dizendo que “temos de entender que, se víssemos nosso pai agredido, tomaríamos uma atitude”.

O contexto

O deputado Jean Wyllys disse, na época da sessão do impeachment, que, no momento em que foi votar, Jair Bolsonaro o ofendeu na saída e tentou segurar o seu braço. Continuou dizendo que quando viu a ofensa, resolveu revidar com um cuspe na cara do deputado Jair, “porque foi um ato que ele merecia.“.

Jair Bolsonaro também à época se manifestou, afirmando que uma cusparada não pode de maneira nenhuma existir no Parlamento.

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Durante a confusão, ele afirmou que não gostava de processar ninguém, mas iria entrar com uma representação contra Jean Wyllys.

Ele disse que enfrenta muitos processos. “Tenho vários processos aí por homofobia. Respeito as pessoas, mas também quero ser respeitado, afirmou”, afirmou.

Jair disse que as suas demonstrações de respeito ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ditas em seu discurso pelo impedimento de Dilma Rousseff, provocaram a raiva do deputado Jean Wyllys.

"O meu voto ele não aprovou logicamente porque eu não aliviei. Não lograram êxito em 1964 e nem 2016, porque o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, era o maior medo de Dilma Rousseff", afirmou Bolsonaro na época.