O ministro do Supremo Tribunal Federal, #gilmar mendes, passou por um grande susto na noite desta quinta-feira (22) depois de uma sessão tumultuada e com bate-boca no Plenário. Ao sair da sessão que analisava se o ministro Edson Fachin deveria ou não continuar na relatoria da empresa JBS na Operação Lava Jato e se as delações dos executivos da JBS deveriam ser mantidas, Gilmar Mendes entrou numa aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) e partiu com destino a Belém, no Pará. O ministro iria visitar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado.

De repente, o avião sofreu uma pane e foi obrigado a retornar a Brasília, onde foi constatada uma falha técnica.

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A FAB afirmou que nenhum passageiro se machucou durante o trajeto de volta. Segundo a nota da FAB, os pilotos são preparados para esse tipo de incidente e voltaram rapidamente para Brasília para garantir a segurança de todos. A volta foi mais por precaução, diz a nota.

O avião havia decolado às 18h45 e retornou para Brasília às 19h45.

Desentendimento durante sessão

Gilmar Mendes chegou a discutir, na sessão de ontem, com o ministro Luis Roberto Barroso e chegou a abandonar o Plenário por um tempo, voltando mais tarde. A sessão será retomada na próxima quarta-feira, 28, com o placar de 7 a 0 para Fachin se manter como relator da JBS e também manter as delações premiadas já acordadas com a Justiça.

Delação da JBS

Gilmar Mendes fez várias críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no Plenário do #STF.

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De acordo com Mendes, o diálogo gravado por Joesley Batista, que flagrou o presidente Michel Temer, é passivo de anulação, pois caracterizou uma ação controlada do acordo.

Segundo uma reportagem do jornal "Folha de São Paulo", a gravação foi combinada com o Ministério Público Federal (MPF) e houve um treinamento para o delator. Muitas críticas surgiram dizendo que os executivos da JBS foram presenteados por não serem punidos com acordo feito com o MPF.

Luis Roberto Barroso não concordou com Gilmar e disse que o colaborador não tem culpa de uma eventual irregularidade. Na possível visão de Barroso, haverá tentativas de Temer ser aliviado dessas acusações.

Gilmar Mendes se irritou e disse que o ministro deveria respeitar o voto dos outros. Barroso retrucou afirmando que respeita sim, mas que não aceita as atitudes de Gilmar de, inclusive, abandonar o Plenário.

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, conseguiu apaziguar o bate-boca dos dois.