O presidente Michel Temer (PMDB) corre o risco de sofrer impeachment e deixar o cargo de mandatário máximo da nação. Caso isso aconteça, a população quer eleições direitas para escolher o novo chefe do executivo. Isso é o que mostra estudo do Instituto Paraná Pesquisas divulgado na última semana.

De acordo o levantamento, que ouviu 2.022 eleitores em 164 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal, entre os dias 25 e 29 de maio, 90,6% dos que responderam à pesquisa querem eleições direitas para a Presidência da República, caso Michel Temer deixe o cargo.

“Caso ocorra uma nova eleição para Presidente do Brasil, o Sr(a) acha ela que deveria ser: direta, indireta ou não sabe/não opinou”.

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Para 90,6%, a eleição deve ser direta. Isso significa que a população escolheria o novo representante.

Esse é o desejo principal dos movimentos sociais e partidos como o PT, que enxerga Lula com grande chance de ser eleito caso o pleito fosse decidido diretamente nos próximos meses.

Há a possibilidade de Lula ser condenado em primeira e segunda instâncias nos processos em que é réu e ficar inelegível até a realização das próximas eleições, programadas para outubro do ano que vem.

7% querem eleição indireta

Para 7% das pessoas que responderam o levantamento, as eleições devem ser indiretas. Isso significaria que os deputados federais escolheriam o novo representante entre os nomes indicados pelos partidos.

Na última semana, circulou a informação de que Fernando Henrique Cardoso, presidente entre 1995 e 2002, poderia ser um dos candidatos.

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Mas, a princípio, tudo não passou de boato.

A Constituição Federal prevê #Eleições indiretas quando o cargo de presidente fica vago depois da metade de um mandato de quatro anos. O atual mandato teve início em janeiro de 2015 e vai até dezembro de 2018. Mais da metade do período já foi passado.

Há diversos interesses envolvidos entre aqueles que querem eleições diretas e indiretas. De acordo com a pesquisa, a vontade popular é de que haja eleições diretas e a população escolha um novo nome.

Eleições indiretas

Em caso de eleições indiretas, o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa é o preferido da população – que não teria direito ao voto – para vencer o pleito: 24,4% gostariam que ele fosse escolhido.

Na segunda posição, aparece a ministra Carmem Lúcia, com 13,2%. Fernando Henrique Cardoso tem 11,9% da preferência. O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vem logo atrás, com 4,8%.

A lista é finalizada com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que tem a torcida de 4,3% dos eleitores. Henrique Meirelles foi citado por 2,9%. Nelsom Jobim tem 1,5% e Pedro Parente, 0,7%. #Diretas Já #Eleições direta