A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, sinalizou que o tema inerente ao novo escândalo enfrentado pelo governo federal, em relação a uma suposta "espionagem", implementada pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), já encontra-se "esgotado". Cármen Lúcia se manifestou, nesta segunda-feira (12), após o presidente da República, #Michel Temer, esclarecer que não teria acionado o setor de inteligência do governo para "bisbilhotar" o ministro do Supremo, Luiz Edson Fachin.

Fachin é o relator de todos os processos que envolvem a Operação Lava-Jato no STF, em se tratando de envolvidos que possuem prerrogativa de foro privilegiado.

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A suposta "espionagem" partiu de informações prestadas através de reportagem veiculada na revista "Veja". De acordo com a imprensa, Temer teria monitorado o ministro Edson Fachin, por meio da ABIN.

Entretanto, nesta segunda-feira, a presidente do Supremo foi cautelosa ao afirmar que, por ora, não possui dúvidas a respeito do presidente Michel Temer. As principais dúvidas a respeito de uma suposta ação engendrada pelo Palácio do Planalto reside no fato do presidente da República ser alvo de um inquérito aberto junto ao Supremo Tribunal Federal, cuja relatoria está sob o comando do ministro Edson Fachin.

Presidência da República se defende

O Palácio do Planalto se defendeu em relação ao tema abordado pela reportagem da revista "Veja". Michel Temer negou que tivesse sido responsável por comandar uma ação de "espionagem" contra um ministro do Supremo.

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O presidente foi contundente ao afirmar que "o governo federal não se utiliza da máquina pública contra os cidadãos brasileiros e muito menos faria qualquer tipo de ação que não respeitasse aos estritos ditames da lei", declarou o presidente da República por meio de uma nota emitida na última sexta-feira (9).

Já a decisão de Cármen Lúcia, em considerar que o tema alcançou um certo "esgotamento", se refere à seguinte manifestação da presidente da Suprema Corte ao delinear que "não adotará qualquer providência em relação à notícia de que estaria havendo escuta ou medida irregular contra magistrados do Supremo", ressaltou Lúcia.

A ministra foi ainda mai incisiva ao considerar que "o presidente da República, Michel Temer, havia garantido que não tinha ordenado qualquer medida naquele sentido, portanto, não haveria o que questionar quanto à palavra do presidente. A própria ministra já havia esclarecido que não toleraria qualquer irregularidade proveniente de algum órgão estatal, seja dos Poderes da República, de seus agentes, da Procuradoria-Geral da República, contra qualquer cidadão do Brasil, por ser algo que contraria a Constituição Federal", concluiu a nota emitida pela presidente do STF. #CármenLúcia #Lava Jato