Um dos principais cotados para assumir o trabalho de relatoria em que haja a possibilidade de se oferecer denúncia contra o presidente da República #Michel Temer afirmou enfaticamente, nesta terça-feira (13) à imprensa, que existe uma verdadeira "conspiração" comandada por membros do Ministério Publico Federal e do Poder Judiciário, com o intuito de proporcionar a "derrubada" do presidente do País. Trata-se de declaração fornecida pelo deputado federal Alceu Moreira, do PMDB do estado do Rio Grande do Sul. De acordo com o deputado gaúcho, "toda essa situação já passou a se tornar uma disputa de poder, pois deixou de ser algo relacionado a uma questão jurídica há muito tempo e acabou se transformando, no entanto, em uma espécie de instrumento para que se tente derrubar o presidente da República".

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Moreira é um dos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal, órgão responsável por dar início à tramitação de uma suposta denúncia que venha a ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República, contra o mandatário do país. Entretanto, de acordo com o regimento da Constituição Federal do Brasil, para que a Câmara dos Deputados autorize a abertura de um processo contra o presidente Temer, faz-se necessário o voto de no mínimo, 342 deputados de um total de 513.

'Conspiração' contra o governo Temer

O deputado Alceu Moreira foi ainda mais contundente ao considerar que integrantes do Ministério Público Federal e do Poder Judiciário parecem estar uma uma 'jogada' combinada, objetivando desestabilizar o governo por meio de uma conspiração. Uma das principais críticas de Moreira foi dirigida ao ministro-relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin.

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Segundo o deputado, Edson Fachin deveria ter agido com extrema cautela em relação à abertura de um inquérito de investigação contra o presidente Michel Temer, já que seria mais prudente que o ministro do Supremo aguardasse o resultado da perícia oficial contratada para análise do conteúdo da gravação que envolve a conversa entre o presidente Temer e o empresário Joesley Batista, um dos principais sócios da empresa JBS.

A denúncia preparada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve apresentar a "conexão" do presidente com o recebimento de uma mala recheada de dinheiro, cuja quantia extrapola cerca de R$ 500 mil, adquirida através do deputado Rodrigo Rocha Loures, do PMDB do Paraná. O protocolamento da denúncia tem como probabilidade a ocorrência já nos próximos dias no Supremo Tribunal Federal. O objetivo do procurador-geral da República é apresentar denúncia contra Temer por prática de crime de corrupção passiva, entretanto, com a possibilidade de inclusão de outros crimes que e encontram sob análise, como a obstrução de justiça. #Lava Jato #Congresso Nacional