Com o desdobramento das investigações da Operação Lava Jato, a partir de novas descobertas e apurações, um dos personagens mais emblemático da política brasileira e que se encontra preso em Curitiba, traçou uma "estratégia" para que possa se defender em relação a uma ação penal movida em se tratando de processo que envolve um banco estatal. Trata-se do ex-deputado federal do PMDB do Rio de janeiro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha. O ex-parlamentar enfrenta um processo que investiga a liberação de recursos ilícitos provenientes da Caixa Econômica Federal para empresas privadas.

Temer como testemunha de defesa

Eduardo Cunha decidiu solicitar o arrolamento do presidente da República #Michel Temer, como sua testemunha de defesa em relação à ação penal supra-mencionada e em todos os processos que envolvem suspeitas de irregularidades, em se tratando da Caixa Econômica Federal.

Publicidade
Publicidade

Em uma audiência realizada na última terça-feira (20), o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, titular da décima Vara Federal de Brasília, determinou que o ex-deputado Eduardo Cunha apresentasse durante um prazo de até cinco dias, quais os quesitos que deveriam ser respondidos pelo presidente Michel Temer, para que se configure como uma de suas testemunhas de defesa na ação penal que envolve a Caixa Econômica Federal.

Entretanto, trata-se da terceira vez que o ex-deputado Eduardo Cunha indica o presidente Temer como testemunha, já que em uma dessas ações, no âmbito da Operação #Lava Jato, Cunha acabou sendo condenado a mais de quinze anos de prisão, pela prática de crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de dividas, segundo as apurações sobre o recebimento de propinas oriundas da venda de um campo de petróleo à Petrobras, no Benin, na África.

Publicidade

Durante o mês de fevereiro passado, o juiz Sérgio Moro, titular da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná e responsável pela condução dos trabalhos da Operação Lava Jato em primeira instância, chegou a vetar cerca de 22 perguntas de Eduardo Cunha, dirigidas aos presidente Michel Temer, por entender que o conteúdo não possuía qualquer relação com a ação penal em questão. Já durante a segunda vez que Michel Temer foi arrolado como testemunha de defesa do ex-deputado em ação penal que corre na Justiça do Distrito Federal, relativo à investigação referente à liberação de recursos do FI-FGTS que culminou em pagamentos de propinas, o mesmo juiz federal Vallisney autorizou e fez o encaminhamento de dezenove questões formuladas pela defesa de Cunha ao presidente da República.