A Polícia Federal marcou para às 11h desta quarta-feira (14) o depoimento do ex-deputado presidiário, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no inquérito que investiga o seu aliado de partido, Michel Temer, pelos crimes de corrupção, obstrução à Justiça e organização criminosa.

A defesa de Eduardo Cunha pretende adiar o depoimento. Segundo o documento entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos advogados de Cunha, a defesa ainda não obteve o teor por inteiro do processo. O argumento é o de que a Suprema Corte determina um prazo mínimo de 48 horas desde a obtenção do processo completo pela defesa até o depoimento.

As gravações feitas por Joesley Batista de sua conversa com Michel Temer serviram como base para a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir a abertura do inquérito.

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A investigação contra Michel Temer foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, relator da Lava Jato, Edson Fachin, após a homologação da delação dos empresários da JBS.

Eduardo Cunha já foi condenado, em março, pelo juiz Sérgio Moro a 15 anos de prisão pelos esquemas de corrupção na Petrobras. O ex-presidente da Câmara dos Deputados já se encontra preso desde outubro do ano passado, pouco depois de ter sido afastado do cargo. #Dentro da política